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COMISSÃO DE POT DIVULGA RESULTADOS DA PESQUISA SOBRE CONTRIBUIÇÃO DO PSICÓLOGO NOS PROCESSOS DE TRABALHO

Com objetivo de conhecer o perfil dos serviços que prestam à sociedade  os psicólogos de Mato Grosso do Sul atuantes na Psicologia Organizacional e do Trabalho (POT), para que o CRP 14/MS possa desenvolver ações que tornem mais estratégico o papel desses profissionais no exercício de suas atividades no âmbito organizacional, o Conselho realizou o diagnóstico: “Contribuição do Psicólogo Organizacional nos Processos de Trabalho”. Por meio da Comissão de Psicologia Organizacional e do Trabalho (CPOT), foi realizado um levantamento entre outubro a dezembro de 2014, com 322 psicólogos e psicólogas, além da consulta de empregadores.

 

Entre os resultados foi possível avaliar o nível de Satisfação Profissional, onde 51,4% dos profissionais que atuam em empresas públicas disseram estar com a satisfação muito baixa ou baixa, no desenvolvimento da POT. Já nas empresas privadas ocorre o oposto, 74,2% apresentam satisfação profissional normal, alta ou muito alta.

 

As dificuldades na definição dos cargos do(a) psicólogo(a) de POT é um dos grandes desconfortos profissionais, apresentando diversas nomenclaturas dependendo do local de trabalho, como: assessor de RH, assistente de RH; analista de RH, psicólogo, assessor técnico, assistente administrativo e psicólogo organizacional. 

 

Entre as práticas profissionais descritas pelos entrevistados foi possível verificar: assessoria, treinamento, aplicação de testes, demissão, rotinas de departamento pessoal, recrutamento e seleção, análise de currículos, avaliação de desempenho, saúde do trabalhador, planejamento de ações sociais, suporte a problemas familiares, segurança no trabalho. 

 

O diagnóstico também percebeu que os possíveis desvios de função e subutilização do potencial dos(as) psicólogos(as) estão ligados ao fato de que empregador, por quaisquer que sejam os motivos, reconhecem o papel dos psicólogos nas organizações somente para atividades menos estratégicas e mais operacionais. 

 

Com relação às competências adquiridas durante a formação acadêmica e que são aplicadas no exercício da POT observou-se que há certo equilíbrio no uso delas. Citam-se, como exemplo: intermediação de conflitos (escuta qualificada), atuação estratégica no desenvolvimento de pessoas (análise do comportamento humano), formação de treinamentos e programas e auxílio no alcance de metas (endomarketing), definição e aplicação de ações estratégicas (visão sistêmica) entre outros. 

 

Sobre as dificuldades pessoais que os(as) psicólogos(as) dizem encontrar para desenvolver suas atividades de POT três delas (aceitação do trabalho do psicólogo – 27,5%; relacionamento com os gestores – 18,8% rigidez do comportamento organizacional – 15,8%) confrontam com a visão que os empregadores apresentaram em suas respostas.

 

O diagnóstico completo com todos os resultados estão disponíveis para donwload no link: http://www.crpms.org.br/nossas-publicacoes (na sessão LIVROS)