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Pesquisa levanta dados sobre a situação da Psicologia Organizacional e do Trabalho

A Psicologia, enquanto profissão, tem sido objeto frequente de reflexão, discussão e estudos por parte dos profissionais que a exercem. E isso não é diferente no âmbito do Sistema Conselhos. Em Mato Grosso do Sul, o Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso do Sul, por meio da sua comissão de Psicologia Organizacional e do Trabalho, realizou uma breve avaliação sobre a situação da área no Estado. 

O objetivo do mapeamento realizado pela Comissão foi conhecer as características dos serviços prestados e verificar convergências e divergências entre as expectativas dos gestores e a realidade das ações realizadas pelas/os psicólogas/os no contexto organizacional, privado, público e não governamental. Os dados foram obtidos por meio de uma pesquisa realizada pelo CRP14/MS junto aos profissionais e seus empregadores.

“O CRP14/MS não possuía nenhum levantamento sobre os profissionais de Mato Grosso do Sul que atuam na área. Por isso, resolvermos mapear dados como relação de gênero, nível da qualificação dos profissionais, regime de trabalho, carga horária, tipos de organização, oportunidade de crescimento da área, entre outros”, explicou a conselheira Jaciane Rodrigues (CRP14/0199-3) e presidente da Comissão da POT.

Com o estudo é possível traçar alguns elementos que moldam o perfil de atuação da/o psicóloga/o na região, promovendo, a partir disso, um debate sobre a prática da Psicologia Organizacional. A ideia é iniciar uma discussão com as/os profissionais sobre a perspectiva de construção de um modelo de atuação mais condizente com o potencial de conhecimentos gerados pela Psicologia e com a realidade sociopolítica em que ela se insere.

A pesquisa foi apresentada aos profissionais que reforçaram suas dificuldades pessoais.  Em contrapartida, comenta Jaciane, os empregadores e gestores destacam seu desconhecimento sobre as possibilidades de atuação dos psicólogas/os. “As respostas remetem a uma relação com possíveis distorções e desvios de expectativas. Existe um o grande desentendimento em torno dessa situação. Os resultados obtidos refletem o que vem sendo estudado e publicado por autores da área sobre a atuação da/o psicóloga/o organizacional e do trabalho no Brasil”, ressaltou.

Entre os destaques da pesquisa, ela revela as maiores dificuldades pessoais para o desenvolvimento da POT no Mato Grosso do Sul. O principal problema apontado é o não reconhecimento do trabalho profissional da/o psicóloga/o por parte dos gestores, e empresários, 27% dos entrevistados relataram essa situação. O segundo maior obstáculo é o relacionamento com os gestores. As/os psicólogas/os também relataram como problemas: a falta de ética da empresa em relação ao trabalho executado, rigidez no comportamento organizacional, convencimento da necessidade de mudança, colocação da teoria em prática.

Para ver todos os dados completos da pesquisa acesse aqui.