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Comissão de Saúde do CRP14/MS participa de mesa-redonda na UFMS

Cuidados com a Saúde mental, física e nutricional foi tema de mesa-redonda que aconteceu dia 20, às 14h, no anfiteatro da Faculdade de Artes, Letras e Comunicação Sociais da Universidade Federal Mato Grosso do Sul. O evento integra a programação de atividades da campanha institucional “Eu respeito”, que em abril se volta para o tema Saúde, e contou com a participação da Comissão de Saúde do CRP14/MS. 

Os profissionais debateram o surgimento e os principais problemas que podem causar sofrimento ou adoecimento da população e falaram sobre como é possível conciliar os cuidados Os psicólogos Tiago Ravanello e Marilene Kowalski, conselheira  e presidente da Comissão de Saúde do Conselho Regional de Psicologia (CRP14/MS), apresentaram os problemas que afetam a saúde mental  dos estudantes como depressão, ansiedade, angústia, entre outros.

A partir da perspectiva lacaniana , a conselheira Mariliene, explicou a angústia e a depressão. Já Tiago Ravanello, que além de integrante da Comissão de Saúde do Conselho,  também é professor do curso de Psicologia da UFMS, correlacionou a formação da Universidade, enquanto instituição, e o sofrimento psíquico dos estudantes..

 “A universidade da maneira que ela é pensada, na maneira que é projetada inicialmente no Brasil, ela vem a ser um agente de transformação social. No entanto, a universidade como sendo um ator social importante, ela não está desvinculada das formas de produção de discursos sociais. Portanto ela é permeada por tais discursos. Nesse sentido a universidade absorveu ao longo de sua história as narrativas neoliberais, modificando o discurso da ‘transformação social’ para ‘formação de gestores’. Isso acarretou na incorporação do sofrimento psíquico do mercado para dentro da universidade, explica Tiago.

É quase que exclusiva a prerrogativa das universidades em formar para o mercado de trabalho, ou seja, formar subjetividades que serão englobadas ao mercado. Esse objetivo não é implantado sem um preço a ser pago. “Se o ideal da universidade seria se ater as exigências do mercado, nós fazemos com que os sofrimentos do mercado também se tornem formativos. Assim, vemos na clínica problemas relacionados ao ambiente competitivo e hostil cultivado na universidade”, completou Tiago.

Para os especialistas o melhor caminho para que a Saúde seja respeitada é caminho do cuidado de si. Cuidado com a alimentação, cuidado com saúde mental, cuidado com o corpo. Esse cuidado deve traduzido em uma espécie de atenção sobre as escolhas que fazemos. Pensar nas refeições, pensar no tempo dedicado a atividade física, pensar no cultivo das emoções.

A campanha Eu Respeito está sendo realizada em todos os câmpus da Atividades. Cada unidade terá uma programação específica. A campanha também vai abordar um tema diferente a cada mês. Acompanhe as novidades pelo portal da UFMS.