Últimas Notícias

  • janeiro27
    Ministério da Saúde cria unidades de atendimento para usuários de crack O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União da última quinta-feira (26/01), a portaria que cria as Unidades de Acolhimento, destinadas às pessoas com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e drogas e que estão em situação de vulnerabilidade social e/ou familiar. As unidades integram, junto com os CAPS, a Rede de Atenção Psicossocial, responsável por atender Saúde Mental e cuidar dos problemas de dependência de álcool e drogas. Com a criação desse novo serviço, o paciente acolhido terá o atendimento reforçado por acompanhamento terapêutico e proteção. Os usuários de crack e outras drogas vão ser cuidados, por até seis meses, em regime residencial. A ideia, é manter a estabilidade clínica e o controle da abstinência. Segundo o Ministério da Saúde, até 2014 está prevista a criação de mais de 166 centros de atendimento para exclusivo acolhimento infantojuvenil (com idade entre 10 a 18 anos) e mais 400 estabelecimentos para atender o público adulto. No vídeo que pode ser acessado clicando  AQUI , o subcoordenador da Saúde Mental do Ministério da Saúde, Leon Garcia, dá mais detalhes a respeito dessa portaria. Leia mais: 13 razões para defender uma política para usuários de crack, álcool e outras drogas sem exclusão Relatório de Inspeção em 68 comunidades terapêuticas revela violações de direitos humanos CFP repudia estratégia "dor e sofrimento" na cracolândia Êxito no tratamento de dependentes químicos perpassa por mais investimentos na Rede de Atendimento à Saúde Mental
  • janeiro25
    Atenção: últimos dias para pagamento da anuidade 2012 com desconto de 10% Informamos que o pagamento da anuidade do ano de 2012, que seja efetuado em cota única até o dia 31/01/2012, terá desconto de 10% sobre os valores, passando a ser de R$ 315,10 (para pessoa física) e de R$ 435,64 (para pessoa jurídica). Pedimos a gentileza às Psicólogas e Psicólogos que não tenham seus carnês, que façam o pedido da segunda via do mesmo através do endereço secretaria@crpms.org.br ou através do telefone (67) 3382-4801 .
  • janeiro25
    Clipping de matérias que abordam sobre a política de combate às drogas Clique em DOWNLOAD para visualizar o documento.
  • janeiro25
    CFP disponibiliza edição revista do 4º Relatório Nacional de Direitos Humanos Está disponível a edição revista e atualizada do 4º Relatório Nacional de Direitos Humanos: locais de internação para usuários de drogas (clique AQUI ). O documento traz o resultado de vistorias em 68 instituições de internação para usuários de drogas, em 24 estados brasileiros e no Distrito Federal, em setembro de 2011. O objetivo foi de levantar a situação do atendimento às pessoas que apresentam problemas decorrentes do uso de álcool e outras drogas, para identificar os abusos, maus tratos e violações de direitos humanos. A preocupação é que não se tornem espaço de segregação, como os manicômios. A inspeção buscou também saber se os locais seguem padrões de tratamento de acordo com os princípios éticos e técnicos da Psicologia.A inspeção foi uma ação conjunta das Comissões de Direitos Humanos do Sistema Conselhos de Psicologia (CNDH). Foi a a quarta inspeção realizada pelos Conselhos Federal, Regionais e pela CNDH - a primeira, intitulada Inspeção Nacional de Unidades Psiquiátricas em Prol dos Direitos Humanos, foi realizada simultaneamente em 16 estados brasileiros e no Distrito Federal, no dia 22 de julho de 2004; a segunda intitulada, Um retrato das unidades de internação de adolescentes em conflito com a lei, foi realizada em 22 estados brasileiros e no Distrito Federal, no dia 15 de março de 2006, e a terceira, intitulada Inspeção a Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), foi realizada em conjunto com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em 11 estados brasileiros e no Distrito Federal, entre setembro e outubro de 2007. Os Conselhos avaliam que as inspeções são mecanismos importantes para ampliar, na sociedade, a discussão sobre direitos humanos de pacientes de saúde mental e usuários de álcool e outras drogas, trazendo o debate para o campo dos Direitos Humanos.
  • janeiro24
    CRP14 realiza concurso público para provimento de vagas do quadro de pessoal Inscrições: 20 de Janeiro de 2012 a 16 de Março de 2012 >> Cargo: Auxiliar Administrativo - Salário R$ 916,29 mais benefícios Escolaridade: Nível Médio Vagas: Campo Grande Taxas de Inscrição: R$ 40,00 >> Cargo: Agente de Orientação e Fiscalização - Salário R$ 1.663,00 mais benefícios Escolaridade: Nível Superior Vagas: Campo Grande Taxas de Inscrição: R$ 60,00 Provas dia 25 de Março de 2012 Edital, inscrições e outras informações disponíveis no site: http://www.quadrix.org.br/concursocrpms.aspx  
  • janeiro20
    CFP apoia criação de Frente Nacional sobre Drogas O Conselho Federal de Psicologia (CFP) apoia reunião pró frente nacional de entidades pela cidadania, dignidade e direitos humanos na política nacional sobre drogas, que acontecerá no dia 1º de fevereiro de 2012, das 10 às 17 horas, na Escola de Administração Fazendária (ESAF) - Setor de Autarquias Sul QD 06 Bloco "O" Edifício Órgãos Centrais, 9º andar - em Brasília/DF, visando aumentar os esforços em prol da vigilância e exercício do legitimo controle social sobre a política nacional sobre drogas. Em dezembro de 2011, o Governo Federal lançou o Plano de Enfrentamento ao Crack, com alguns pontos que se opõem a Reforma Psiquiátrica Antimanicomial e das diretrizes da Atenção à Saúde Mental do SUS, tais como a internação compulsória e o patrocínio do Estado às Comunidades Terapêuticas. Portanto, é preciso demonstrar a organização da Sociedade Civil exigindo do governo a reabertura do debate sobre os modos mais adequados de lidar com este importante problema. Em nome disso convidamos à organização de uma Frente Nacional de entidades pela cidadania, dignidade e direitos humanos na política nacional sobre drogas, pela qual estamos dispostos a trabalhar. Inclua a assinatura de sua entidade pelo e-mail: ascom1@cfp.org.br Confira o convite abaixo: Enfrentar o enfrentamento! É com Cidadania e Direitos Humanos que se enfrentam as Drogas! Prezados Companheiros, Convidamos sua entidade/movimento para participação da REUNIÃO PRÓ "FRENTE NACIONAL DE ENTIDADES PELA CIDADANIA, DIGNIDADE E DIREITOS HUMANOS NA POLÍTICA NACIONAL SOBRE DROGAS", que acontecerá no dia 1º de fevereiro de 2012, das 10 às 17 horas, na Escola de Administração Fazendária (ESAF) - Setor de Autarquias Sul QD 06 Bloco "O" Edifício Órgãos Centrais, 9º andar - em Brasília/DF, visando articular esforços para a vigilância e exercício do legitimo controle social sobre a política nacional sobre drogas. Lamentavelmente, as tristes cenas nos primeiros dias do ano, da violência policial contra usuários de droga e população de rua na Cracolândia em São Paulo, seguidas dos eventos com o mesmo teor, gerados pela operação Salus em Goiânia, constituem uma boa amostragem do que foi desencadeado, a partir do lançamento do Plano de Enfrentamento ao Crack pelo Governo Federal. Ao enfatizar, na contramão da Reforma Psiquiátrica e das diretrizes da Atenção à Saúde Mental do SUS, a banalização da internação compulsória e o patrocínio oficial do Estado às Comunidades Terapêuticas, ficaram sufocados, na mensagem do Plano, todos os demais aspectos positivos que o mesmo pudesse conter. Espécie de sinal verde, esta ideia da internação compulsória liberou toda ordem de violência contra as populações mais vulneráveis que precisam ser "freadas" em seu vicio, custe o que custar, numa reedição do higienismo, aos moldes do século XIX. O Governo Federal não pode dizer que não foi advertido dos equívocos que seu plano continha. A demonstração do caráter violador dos direitos humanos de muitas das chamadas "Comunidades Terapêuticas" presentes no Relatório da Inspeção realizada nestes estabelecimentos pelos Conselhos de Psicologia, bem como a posição contrária à inclusão das mesmas como recursos do SUS - decisão aprovada na IV Conferência Nacional de Saúde Mental Intersetorial de 2010 e, mais recentemente, na XIV Conferência Nacional de Saúde, em dezembro de 2011 -, deveriam ter bastado como motivos de maior cautela no lançamento do plano. Infelizmente, apesar das claras manifestações dos riscos desta política, prevaleceram nas disputas internas do Governo Dilma, em torno do tema, os pragmatismos eleitorais simplificadores. No dia 23 de dezembro, véspera de Natal, o Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial a Portaria 3088/2011, através da qual pretende impor a todas as vozes discordantes o absurdo de fazer, por passe de mágica, a conversão das Comunidades Terapêuticas em equipamentos sanitários regulado pelo SUS, abrindo o caminho para um financiamento deslavado destas organizações, numa transferência de recursos que supõe barganhas eleitorais com setores religiosos, comprometendo o caráter laico do Estado Brasileiro. Nós, dos movimentos sociais: das organizações populares, das entidades comprometidas com a defesa do SUS, não podemos considerar encerrada essa disputa. Devemos continuar a nossa luta para evidenciar os prejuízos e contradições que esse impasse envolve nos aspectos fundamentais das políticas destinadas a populações vulneráveis, que podem ser definitivamente comprometidas caso triunfe essa perspectiva. Devemos denunciar os males que tal conjunção impõe ao Sistema Único de Saúde; devemos exercer a vigilância e a denuncia da violência do aparato policial lançado contra os usuários de drogas; devemos apontar as contradições do plano "Brasil Sem Miséria", quando os miseráveis são tomados como inimigos públicos número um. E para isso, é preciso que uma vez mais demonstremos nossa capacidade de organização como representantes da Sociedade Civil, exigindo que o Governo Dilma reabra as discussões sobre os modos mais adequados de lidar com este importante problema. Em nome disso convidamos à organização de uma "FRENTE NACIONAL DE ENTIDADES PELA CIDADANIA, DIGNIDADE E DIREITOS HUMANOS NA POLÍTICA NACIONAL SOBRE DROGAS", pela qual estamos dispostos a trabalhar. Para melhor viabilizar a estrutura necessária para a reunião, solicitamos a confirmação de presença até o dia 29/1/2012 através do telefone (61)2109-0129. Atenciosamente, Conselho Federal de Psicologia e Conselhos Regionais de Psicologia Conselho Federal de Serviço Social - CFESS Rede de Saúde Mental e Economia Solidária Movimento Moinho Vivo Frente Estadual Antimanicomial SP Associação Brasileira de Saúde Mental - Abrasme Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial - Renila Movimento Nacional da População de Rua Pastoral de Rua - Arquidiocese de São Paulo
  • janeiro18
    Confira as fotos tiradas durante a Expedição Kaiowá-Guarani Está sendo realizada desde o dia 11 de janeiro, em Mato Grosso do Sul, a Expedição Kaiowá-Guarani, uma missão organizada por ativistas de diferentes áreas e lideranças, que está percorrendo aldeias e acampamentos indígenas. Dentre as entidades que integram a missão, estão o Conselho Federal de Psicologia (CFP), representado pelo seu coordenador da Comissão de Direitos Humanos, Pedro Paulo Bicalho, o Conselho Regional de Psicologia 14ª Região MS (CRP14), e o Comitê Nacional de Defesa dos Povos Indígenas de Mato Grosso do Sul (Condepi), ambos representados pelo conselheiro Carlos César Coelho Netto.  A expedição, cujo término está previsto para o dia 24/01, teve como ponto de partida o município de Dourados. A meta é produzir relatórios e vídeos que documentem a situação de vulnerabilidade, conflitos, mortes e perseguição às populações indígenas. Confira mais imagens da expedição em nossa Galeria de Fotos.
  • janeiro17
    Senado aprovou o Projeto de Lei das 30 horas para a Psicologia O ano de 2012 começou com uma boa notícia para as Psicólogas e os Psicólogos. Graças ao empenho e mobilização da categoria, das entidades sindicais e de todo o Sistema Conselhos de Psicologia, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou, no último dia 09, o Projeto de Lei da Câmara dos Deputados (PLC) nº 150, de 2009 (PL nº 3.338, de 2008, na origem), do Deputado Felipe Bornier, que altera a Lei nº 4.119, de 27 de agosto de 1962, que dispõe sobre a jornada de trabalho dos psicólogos. Desse modo, fica estabelecida uma jornada de 30 horas para esses(as) profissionais, sem o risco de redução da remuneração. Agora, o PLC retornará à Câmara para apreciação das modificações. A aprovação do Projeto de Lei representa uma grande vitória para a categoria, pois possibilita ganho de produtividade das psicólogas e dos psicólogos, que poderão utilizar as horas reduzidas na jornada em cursos de formação e qualificação profissional, gerando ganho da sociedade que compõe a clientela da Psicologia.
  • janeiro16
    Conselho Federal de Psicologia repudia estratégia "dor e sofrimento" na cracolândia O Conselho Federal de Psicologia questiona objetivos e métodos adotados na chamada Ação Integrada Centro Legal, em curso desde o dia 3 de janeiro de 2012 na cracolândia, em São Paulo. O CFP entende que a estratégia, da forma como vem sendo executada, baseada na ostensiva ação policial, não só não resolve o problema, como provoca a violação dos direitos humanos dessas pessoas já fragilizadas. O CFP defende uma política sobre drogas baseada no fortalecimento da rede pública de saúde, com a ampliação de consultórios de rua e dos Centros de Atenção Psicossociais, que realizam atendimento de forma intersetorial, envolvendo psiquiatras, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais e outros profissionais da saúde. Por isso, orienta que psicólogas e psicólogos denunciem qualquer violação aos direitos humanos em ações de combate ao crack e espera que a ação baseada na "dor e sofrimento" não se repita em outros Estados. O Conselho Regional de Psicologia de São Paulo acompanha a situação. Na quarta-feira, 11 de janeiro, o CRP-SP participou da reunião realizada na Câmara dos Vereadores de São Paulo, e ao lado de outras entidades da sociedade civil, repudiou a ação militar.
  • janeiro13
    Expedição Kaiowá-Guarani percorre aldeias de MS na busca por justiça aos povos indígenas Cobrar a demarcação das terras indígenas Kaiowá-Guarani, pedir justiça para os assassinatos dos caciques e líderes indígenas que não prescreveram e denunciar as perseguições e as mortes dos professores indígenas. Esses são alguns dos objetivos da Expedição Kaiowá-Guarani, uma missão organizada por ativistas de diferentes áreas e lideranças, que desde o dia 11 de janeiro percorre aldeias e acampamentos indígenas. O município de Dourados foi escolhido como ponto de partida da expedição, que terá duração de duas semanas e irá produzir relatórios e vídeos que documentem a situação de vulnerabilidade, conflitos, mortes e perseguição. Além disso, todas as ações realizadas pelo grupo serão acompanhadas por Guaranis da região, que serão responsáveis pelo acolhimento da equipe. Dentre as entidades que participam da missão, estão o Conselho Federal de Psicologia (CFP), representado pelo seu coordenador da Comissão de Direitos Humanos, Pedro Paulo Bicalho, o Conselho Regional de Psicologia 14ª Região MS (CRP14), e o Comitê Nacional de Defesa dos Povos Indígenas de Mato Grosso do Sul (Condepi), ambos representados pelo conselheiro Carlos César Coelho Netto. Bicalho informou que, trazer a questão indígena como pauta para a Psicologia brasileira, é um dos objetivos da Comissão de Direitos Humanos do CFP nos próximos anos. "Quando falamos em Psicologia e Direitos Humanos, é mais fácil pensar em prisões, em internação por uso de drogas, porque são questões onde a psicologia brasileira já está atuando", pontua. O atraso na demarcação de terras indígenas e a ausência de políticas efetivas do Estado é o principal motivo para o massacre cultural dos Kaiowá Guarani, povo indígena que apresenta as maiores taxas de assassinatos e suicídios no Brasil. A organização da expedição é do Tribunal Popular, uma articulação de entidades e movimentos sociais que vêm, desde 2008, unindo esforços para denunciar as violações dos direitos humanos promovidos pelo Estado brasileiro e sua lógica de criminalização da pobreza e das diferentes formas de organização popular.
  • janeiro13
    EMERGÊNCIAS E DESASTRES: Oficinas em MG com inscrições abertas! Minas Gerais está com 99 municípios em estado de emergência, devido ao grande volume de chuvas que tem caído nos últimos dias. O Grupo de Trabalho (GT) "Psicologia em Emergência e Desastres", do Conselho Regional de Psicologia (CRPMG), com o apoio do Conselho Federal de Psicologia (CFP), irá coordenar duas oficinas para os psicólogos e psicólogas mineiros. Coordenadora das Oficinas: Psicóloga Ângela Coelho, Consultora do CFP sobre a ação da Psicologia nas situações de Emergência e Desastres. 1º OFICINA: CONGONHAS - MG - Em parceria com a Associação dos Psicólogos do Alto Paraopeba (APAP) e Prefeitura de Congonhas. Esta oficina será destinada aos profissionais da Psicologia dos municípios do Alto Paraopeba e proximidades: Congonhas, Conselheiro Lafaiete, Belo Vale, Jeceaba, Ouro Preto, Mariana, Ubá, Itabirito, e demais municípios afetados pelas chuvas. Nº Vagas: 40 INSCRIÇÕES Endereço: Casa dos Conselhos Municipais - Rua são José - 62 - Congonhas Telefone: (31) 3731-3300 de 8h as 18h E-mail: rp@crp04.org.br DATA DA OFICINA 21/01/2012 - Sábado - de 10h às 18h. Local: a ser divulgado. 2º OFICINA - BELO HORIZONTE - Psicólogos dos municípios em situação de emergência da Região Metropolitana e das Sub-Sedes do CRPMG: Juiz de Fora, Governador Valadares, Uberlândia; Montes Claros, Pouso Alegre e Divinópolis. Nº Vagas: 60 INSCRIÇÕES rp@crp04.org.br DATA DA OFICINA 22/01/2012 - Domingo - de 10h às 18h. Local: Sede do CRPMG - Rua Timbiras 1532 - 6º Andar - Lourdes - BH Telefone: (31) 2138-6767
  • janeiro12
    Curso Preparatório para Concurso Público - Psicologia Social Promotor/Organizador: Educa Psico Quando (data e horário): 01/02/2012 a 29/02/2012 Quem (palestrante, professor etc): Polyana Stocco Muniz - CRP 06/88213 Onde (local): AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) Por que (objetivos): Preparação para Concursos Públicos Público alvo (a que profisionais se destina): Psicólogos e estudantes de psicologia do último ano. Inscrições (com custo ou gratuita): R$ 300,00 Mais informações (fone, email, site): (11) 2626-2362, www.educapsico.com.br , coordenacaoeducapsico@gmail.com . Clique em DOWNLOAD para visualizar o fôlder do curso.
  • janeiro11
    Nota do CFP: credenciamento de perito examinador de trânsito Veja abaixo a nota sobre credenciamento de Psicólogo Perito Examinador de Trânsito reformulada: No dia 20 de dezembro de 2011, o Conselho Regional de Psicologia da 9ª região divulgou nota intitulada "Contran tira dúvidas sobre credenciamento de Psicólogo Perito Examinador de Trânsito", que traz a informação constante em Nota Técnica expedida pela Coordenação-Geral de Instrumental Jurídico e da Fiscalização, órgão do Denatran, quanto à exigência do Título de Especialista em Psicologia do Trânsito reconhecido pelo CFP apenas para psicólogas e psicólogos que se credenciarem no Detran como perito examinador do trânsito pela primeira vez após 15 de fevereiro de 2013. Na quarta-feira, 4 de janeiro de 2012, membros do Conselho Federal de Psicologia se reuniram para discutir sobre a referida Nota Técnica. Esclareceu-se que a informação trazida na nota divulgada pelo CRP-09 não corresponde à posição do membro representante do CFP na Câmara Temática de Saúde e Meio Ambiente do Contran (CTSMA), e que o assunto está em discussão na referida Câmara. O representante do CFP na CTSMA vai apresentar proposta de alteração do artigo 18 da referida resolução, propondo a prorrogação da data de exigência do título de especialistas para os psicólogos peritos examinadores de trânsito. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) é quem legisla sobre o tema, por meio de resoluções. Neste momento, o Contran, por meio de sua CTSMA, discute a matéria objetivando definição para uma melhor compreensão do que dispõe a Resolução que trata do assunto. O Contran discute a obrigatoriedade do Título de Especialista em Psicologia do Trânsito reconhecido pelo CFP para todas as psicólogas e psicólogos credenciados no Detran como Perito Examinador do Trânsito, tanto para as novas solicitações quantos para as renovações. O CFP, na sua função de orientar as psicólogas e psicólogos e no intuito de não induzir os(as) profissionais ao erro, vem a público esclarecer que até que seja comunicado a este conselho um posicionamento oficial do Denatran, fica prejudicada qualquer conclusão sobre o assunto.
  • janeiro10
    Curso: Aprimoramento de Habilidades Sociais Para a Prática da Psicoterapia Aprimoramento de Habilidades Sociais Para a Prática da Psicoterapia Desenvolver e ampliar habilidades sociais necessárias à prática da psicoterapia como as habilidades de comunicação verbal e não-verbal, habilidades de civilidade e habilidade assertivas na prática clínica do psicólogo e do psiquiatra. Responsável Fábio Augusto Caló - CRP 01/7458 Carga Horária 40h de curso divididas em aulas online em tempo real e atividade extraclasse. Investimento Estudantes - R$ 180,00 (cento e oitenta reais) para pagto até o dia 15/01/2012; Profissionais - R$ 220,00 (duzentos e vinte reais) para pagto até o dia 15/01/2012; Informações Para mais informações acesse o link www.inpaonline.com.br ou contate-nos através do e-mail ead@inpaonline.com.br Clique em DOWONLOAD para visualizar o fôlder do curso.
  • janeiro10
    Curso: Fundamentos da Terapia Comportamental O Curso Fundamentos da Terapia Comportamental tem como objetivo desenvolver, no aluno, algumas habilidades essenciais para a prática do terapeuta comportamental, tais como obter dados relevantes a partir do relato do cliente; realizar diagnóstico comportamental e análise funcional; interpretar casos clínicos a partir da perspectiva behaviorista radical; conhecer e utilizar estratégias de intervenção fundamentadas nos princípios da Análise do Comportamento; valorizar e dedicar a atenção adequada a aspectos importantes da relação terapeuta-cliente e compreender sua prática a partir da visão de homem segundo a proposta da filosofia behaviorista radical. Responsável Esequias C. A. Neto - CRP 04/34023 Carga Horária O curso se desenvolverá ao longo de 12 horas/ aula somadas a 6 horas de leitura, totalizando 18 horas. Investimento - R$ 130,00 (centro e trinta reais) para pagto até o dia 10/01/2012; - R$ 145,00 (cento e quarenta e cinco reais) para pagto até o dia 13/01/2012; Informações Para mais informações acesse o site www.inpaonline.com.br ou contate-nos através do e-mail ead@inpaonline.com.br Clique em DOWNLOAD para visualizar o fôlder do curso.
  • janeiro9
    CREPOP lança consulta pública do documento de "Referências Técnicas para a atuação de psicólogas/os em Programas de Atenção a Mulher em situação de Violência" O CREPOP/CFP lança consulta pública do documento de "Referências Técnicas para a atuação de psicólogas/os em Programas de Atenção a Mulher em situação de Violência". Os profissionais de Psicologia que tiverem interesse na área de Atenção a Mulher em situação de Violência poderão apresentar suas contribuições, por intermédio do formulário de consulta pública disponível na página do Crepop: http://crepop.pol.org.br/novo/ , no período de 15 de dezembro a 15 de fevereiro de 2012. As respostas serão reunidas com outras contribuições e servirão para aprimorar o documento, garantindo que sua versão final reflita os interesses dos profissionais desta área, estabelecendo diretrizes técnicas e orientações pertinentes, coerentes com uma visão de Políticas Públicas e de prática profissional voltadas para o fortalecimento dos direitos e dos ganhos sociais dos trabalhadores e trabalhadoras. As orientações sobre a forma e o teor esperado das contribuições podem ser encontradas no documento de apresentação do formulário disponível na página do Crepop http://www2.pol.org.br/pesquisacrepop/consultapublica6/
  • janeiro4
    CFP disponibiliza vídeos de eventos realizados em 2011 Já estão disponíveis os vídeos de eventos que o Conselho Federal de Psicologia (CFP) organizou e participou no ano de 2011. Aos usuários do Youtube, basta clicar em INSCREVER-SE na página para acompanhar as publicações. Acompanhe abaixo o que já está na rede! Aproveite o conteúdo! S eminário Nacional 'Proteção Civil - Perspectivas para o Brasil' (Parte 01) http://youtu.be/NfP2lz_c1cw   Seminário Nacional 'Proteção Civil - Perspectivas para o Brasil' (Parte 02) http://youtu.be/_YScp5diml4   Psicologia: Profissão de Muitas e Diferentes Mulheres http://youtu.be/YktbBn0WzxA   Dia Nacional da BVS-Psi http://youtu.be/SrTuYKzhH24   Práticas Integrativas e Complementares e Racionalidades Profissionais http://youtu.be/iVhraNLolIY   Racismo: o que a Psicologia tem a ver com isso? http://youtu.be/fZz5ArHJbE0   VI Seminário Nacional de Psicologia e Direitos Humanos http://youtu.be/fbwLsOqVvGw   Seminário Serviços Psicológicos Online (1ª Mesa) http://youtu.be/g3nmwcQyEGI    Seminário Serviços Psicológicos Online (2ª Mesa) http://youtu.be/Oa819o8Jxfw    Seminário Serviços Psicológicos Online (3ª Mesa) http://youtu.be/EU8S9BdF0hU    II Seminário Nacional de Psicologia em Emergências e Desastres http://youtu.be/_hXYBh0LRks   Debate Online - Psicologia do Trânsito e Avaliação Psicológica de Motoristas http://youtu.be/XsGRoEGtQBQ   
  • dezembro26
    Atenção: mudanças na forma de pagamento da anuidade de 2012 A partir de 2012 anuidades poderão ser pagas em até 5 parcelas Informamos que, conforme deliberado na Assembléia das Políticas, da Administração e das Finanças (APAF) do mês de dezembro, e em consonância com a lei nº 12.514/2011, a partir de 2012 as anuidades dos profissionais e das pessoas jurídicas já registradas poderão ser pagas em cota única ou em até 5 parcelas, vencíveis entre os meses de Janeiro a Maio. Antes dessa decisão, o pagamento poderia ser parcelado em até 3 vezes. Para o ano de 2012, será concedido ainda um desconto de 10% quando o pagamento for efetuado em cota única até o dia 31/01/2012 e de 5% para pagamento até 29/02/2012. Já os pagamentos das parcelas referentes aos meses de Abril e Maio, se efetuados fora das datas de vencimento (30/04 e 31/05), serão acrescidos de multa de 2%. Salientamos que os valores das anuidades para o ano de 2012 foram mantidos em R$ 349,66 para pessoa física e em R$ 483,59 para pessoa jurídica. Pedimos a gentileza às Psicólogas e Psicólogos que não receberem seus carnês até o dia 15/01/2012, que façam o pedido da segunda via dos mesmo através do endereço secretaria@crpms.org.br ou através do telefone (67) 3382-4801.
  • dezembro23
    Comunicado: recesso no CRP14 Informamos que, em razão do recesso de final de ano, não haverá expediente no CRP14 entre os dias 26/12/11 e 30/12/11. Retomaremos nossas atividades no dia 02/01/12, a partir das 8h. O CRP14 deseja à toda a categoria um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!
  • dezembro22
    Jornada Preparatória para o VII Encontro Internacional da IF-EPFCL Data: 27 e 28 de abril de 2012 Local: Grand Park Hotel - Campo Grande Site: www.rio2012if.epfcl.org.br Clique em DOWNLOAD para visualizar o fôlder do evento.
  • dezembro22
    Êxito no tratamento de dependentes químicos perpassa por mais investimentos na Rede de Atendimento à Saúde Mental A partir de março de 2012, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul passará a contar com uma ala exclusiva para atender até 12 pacientes dependentes químicos que necessitarem de desintoxicação. A notícia foi divulgada pelo jornal Correio do Estado no dia 15/12. Na matéria, o diretor-presidente do HR, Ronaldo Queiroz, diz que o espaço oferecerá ao paciente os serviços de profissionais como psicólogos, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais. Queiroz ainda citou na publicação que um dos maiores desafios para as autoridades em saúde é prosseguir com o tratamento aos dependentes químicos fora do hospital, pois, segundo ele, não há investimento do governo federal na continuidade do tratamento com especialistas, como psicólogos, e em comunidades terapêuticas. Para o psicólogo Rodrigo Kenji, que trabalha no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Álcool e Drogas de Campo Grande, essa reestruturação representa algo positivo, porque fortalece a rede de atenção à saúde mental e possibilita um melhor atendimento aos pacientes. No entanto, ele acredita que o caminho para o sucesso no tratamento da dependência química passa por outro viés. "Creio que o ideal seja que o Governo fortaleça a rede de atenção substitutiva da saúde mental. O Brasil vivencia hoje a reforma psiquiátrica, abandonando os modelos de atenção de exclusão do indivíduo, e de certa forma, a comunidade terapêutica continua reproduzindo esse modelo, que segrega o paciente da sociedade, impedindo que ele conviva nos meios que favoreceriam a sua recuperação", destaca. A conselheira Euricléa Nogueira, coordenadora da Comissão de Saúde do CRP14, compartilha da mesma opinião. "Não concordo que as comunidades terapêuticas sejam as instituições indicadas para o prosseguimento do tratamento do dependente. Se o Sistema Único de Saúde (SUS) foi construído coletivamente para cuidar da saúde da população brasileira - e o problema da adição de drogas é um problema de saúde - então, é nele que o governo deve investir. É dele que devemos cobrar, e é nele também, que devemos confiar". Já o conselheiro Sydnei Ribeiro Júnior, coordenador da Comissão de Direitos Humanos do CRP14, inclui o convívio e a participação dos familiares como fatores essenciais para o sucesso do tratamento. "A família tem que estar inserida no tratamento e a sociedade deve estar preparada para receber esse paciente quando o mesmo tiver alta, para que não corra o risco de se ter uma recaída". Violações - Em setembro deste ano, o Sistema Conselhos de Psicologia realizou inspeções em 68 comunidades terapêuticas do país, que apontaram violações aos direitos humanos, como a falta de condições de atendimento aos pacientes, a prática de internação compulsória e a ausência de profissionais de saúde em caráter permanente (clique AQUI para acessar o relatório de inspeção). Nesse sentido, segundo Euricléa, a batalha é para que haja um investimento maciço na criação de políticas que concorram para o fortalecimento da rede de atenção substitutiva de saúde mental. "Defendemos a Emenda Constitucional nº 29 e o processo de Reforma Antimanicomial em curso no Brasil, regulamentada na Lei nº 10.216/2001. Além disso, para que se fortaleça a Rede de Atendimento, é necessária a criação de mais CAPS para Álcool e Drogas, já que Campo Grande só possui um, e também mais leitos em hospitais gerais, casas de acolhimento transitório, consultórios de rua e outras possibilidades que impeçam a segregação e isolamento desses pacientes", enfatiza ela. Futuramente, o CRP14 realizará uma audiência pública para comentar os resultados da inspeção das comunidades locais, e propor soluções para que as irregularidades sejam extintas. Para saber mais detalhes a respeito das ações realizadas pelo Sistema Conselhos de Psicologia em relação a esse tema, acesse http://drogasecidadania.cfp.org.br .
  • dezembro22
    Ouvidoria do CFP já está em funcionamento: novo canal de contato com o CFP O Conselho Federal de Psicologia (CFP) inaugurou em agosto deste ano a sua Ouvidoria, instância criada para funcionar como canal de comunicação direta entre os profissionais, os cidadãos em geral e o Conselho, por meio do encaminhamento de críticas, questões, sugestões, dúvidas e elogios. A criação da ouvidoria no CFP partiu de uma solicitação dos próprios profissionais, registrada entre as deliberações do VII Congreso Nacional de Psicologia (CNP), realizado em 2010. Segundo o CFP, além de estreitar a relação da sociedade com o CFP, a Ouvidoria permite também que o cidadão e os psicólogos participem do controle de qualidade dos serviços prestados pela entidade. O contato pode ser feito das seguintes formas: - por telefone, gratuitamente e de qualquer parte do país pelo 0800 642 0110; - por email ( ouvidoria@cfp.org.br ); - pessoalmente, na sede do CFP, em Brasília-DF (Setor de Autarquias Federais Sul, Quadra 2, Bloco B, CEP 70.070- 600); - por carta, para o endereço do CFP; - por Fax (61 21090150).
  • dezembro22
    CCJ adiou votação de projeto conhecido como Ato Médico A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal não deliberou nesta quarta-feira (21) sobre o PLS 268/02, que dispõe sobre o chamado Ato Médico. Os trabalhos da Comissão foram encerrados sem que a deliberação tenha sido feita. Na ocasião, os senadores Marta Suplicy (PT-SP), Demóstenes Torres (DEM-GO) e Luiz Henrique (PMDB-SC) fizeram pedido de vista coletivo. Ainda não tem data prevista para nova votação. Na terça-feira, 20 de dezembro de 2011, o CFP em conjunto com outras profissões da saúde fez mobilização no Senado Federal pela não aprovação do PL. O texto do chamado Ato Médico não é consenso entre as profissões da saúde. Em carta entregue aos senadores membros da CCJ, o Conselho Federal de Psicologia, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, o Conselho Federal de Enfermagem, o Conselho Federal de Fonoaudiologia e o Conselho Brasileiro de Óptica e Optometria, explicaram as razões: "o projeto fere não somente uma profissão, mas sim todo um paradigma de saúde que nosso país conquistou arduamente ao construir o Sistema Único de Saúde (SUS) e que, com ele, fortalece a ideia de que a saúde é uma construção multisetorial". Veja aqui a carta. Além da CCJ, a matéria será examinada pelas Comissões de Educação, Cultura e Esporte (CE) e de Assuntos Sociais (CAS). Psicólogas, psicólogos, a mobilização continua! Envie manifesto contra o PL do Ato Médico, clique aqui . O CFP e outras entidades profissionais da Saúde vem questionando o PL desde o início de sua tramitação no Congresso. Veja o histórico das ações em http://www.naoaoatomedico.org.br
  • dezembro20
    Deputado Luiz Couto (PT/PB) cita o Relatório da 4ª Inspeção Nacional de Direitos Humanos durante pronunciamento O Deputado Luiz Couto (PT/PB) citou, durante pronunciamento no Plenário da Câmara dos Deputados nesta segunda-feira (19), o Relatório da 4ª Inspeção Nacional de Direitos Humanos: locais de internação para usuários de drogas, produzido pela Comissão Nacional de Direitos Humanos do CFP. "Gostaria, Sr. Presidente, de registrar nos Anais da Casa o relatório da 4ª Inspeção Nacional de Direitos Humanos, feito pelo Conselho Federal de Psicologia, nos locais de internação para usuários de drogas. São 20 propostas que o Conselho faz para que efetivamente esses locais de internação possam dar condições efetivas para os dependentes de droga se recuperarem com dignidade. Nesse sentido, gostaria que fosse registrado esse relatório da 4ª Inspeção Nacional de Direitos Humanos, promovido pelo Conselho Federal de Psicologia. Muito obrigado."
  • dezembro15
    Psicologia se articula para discutir propostas para a Comissão Nacional da Verdade O Conselho Federal de Psicologia e os Conselhos Regionais de Psicologia estão se articulando para definir contribuições da Psicologia em relação à Comissão Nacional da Verdade, criada no âmbito da Casa Civil da Presidência da República, pela Lei Ordinária nº 12528/2011. Para tanto foi criado um grupo de trabalho para discutir as propostas da Psicologia para a Comissão Nacional da Verdade.
  • dezembro15
    Atenção: PL do Ato Médico pode ser votado no dia 21/12 A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado adiou para a próxima semana a votação Projeto de Lei 268/02, que dispõe sobre o Ato Médico. Setores da Medicina haviam tentado incluir o PL na votação da CCJ da última quarta-feira (14), mas questionamentos impossibilitaram a discussão e votação de uma matéria inserida de véspera na pauta da CCJ. Além disso, a articulação do Sistema Conselhos de Psicologia com os senadores Marta Suplicy (PT-SP), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB/SP) e Demóstenes Torres (DEM-GO) foi fundamental para garantir esse adiamento. Sendo assim, o Sistema Conselhos de Psicologia pede à categoria que se mobilize contra a aprovação do PL do Ato Médico, encaminhando questionamentos aos senadores acerca dessa matéria. Desse modo, será possível agir em tempo hábil para impedir a articulação de setores da Medicina, que pretendem retomar a tentativa de votação do Ato Médico na próxima quarta-feira (21), quando ocorrerá a última sessão legislativa do ano na CCJ. O link para envio eletrônico de mensagens aos senadores é: http://www2.pol.org.br/main/manifesto_ato_medico.cfm
  • dezembro14
    Ato ecumênico homenageou indígenas assassinados em MS O Comitê Nacional em Defesa da População Indígena de Mato Grosso do Sul (Condepi), com o apoio de várias lideranças sociais, realizou nesta quarta-feira (14), em Campo Grande, o Ato Ecumênico pelas almas dos índios mortos nos últimos anos. A ação ocorreu em frente à Catedral da cidade, onde foram afixadas 250 cruzes, representando os índios assassinados nos últimos anos. Conforme a coordenadora do Comitê, Neyla Ferreira Mendes, os indígenas, sobretudo as lideranças não estão tendo assegurado o direito à vida. "Está havendo um massacre a essas populações. Muita gente vem sendo morta em um curto espaço de tempo, o que é muito grave. A situação em Mato Grosso do Sul está insustentável, e o Brasil corre até o risco de sofrer uma condenação em nível internacional, por não cumprir o direito básico da garantia à vida", enfatizou ela. "Infelizmente, esse número de cruzes ainda vai aumentar nos próximos meses, porque estamos totalmente desamparados. Nossos direitos, que aparecem escritos na Constituição Federal, não nos protegem de morrer feito um animal qualquer. As autoridades não se importam com os nossos problemas. O dever do governo para com as nossas populações, não vem sendo cumprido. Estamos cansados desse descaso", lamentou o cacique Nito Nelson, da aldeia Água Bonita e presidente do Conselho Estadual dos Direitos Indígenas. Segundo Nito, pouco antes de desaparecer, no dia 18 de Novembro deste ano, durante o ataque à aldeia guarani-kaiwoá de Amambai, o líder indígena Nísio Gomes pediu aos seus companheiros que não desistissem de lutar pelos seus direitos. Para a presidente do Condepi, a advogada Sâmia Roges Jordy Barbieri, é necessário sensibilizar a sociedade civil acerca desses problemas. "Nós, enquanto profissionais, temos a nossa função pública. Precisamos levar algumas regras fundamentais, que estão presentes em todas as profissões, para vida prática, como o respeito às diferenças, à autodeterminação, à cultura e a várias outras características. Queremos um estado desenvolvimentista sim, mas com identidade cultural e respeito às diversidades". O presidente do CRP14, Carlos Afonso Marcondes Medeiros, que representa o Conselho no Comitê, esteve no evento para demonstrar o apoio da Psicologia à causa dos indígenas. "Nós entendemos que o ser humano só poderá encontrar a felicidade a partir do momento em que valorizar a igualdade, a democracia, o respeito e a dignidade. Lutamos contra uma força muito grande, mas nós também somos o poder. E precisamos usá-lo para fazer com que a nossa sociedade respeite a todos sem distinção. Sem democracia e sem igualdade, nenhuma paz é possível". Veja mais imagens do evento em nossa galeria de fotos.
  • dezembro13
    Ato Ecumênico pela morte de indígenas acontece nesta quarta-feira, em Campo Grande Será realizado nesta quarta-feira (14/12), em Campo Grande, o Ato Ecumênico pelas almas dos índios mortos nos últimos anos. Segundo a defensora pública Neyla Ferreira Mendes, coordenadora do Comitê Nacional em Defesa da População Indígena de Mato Grosso do Sul (do qual o CFP e o CRP14 são integrantes), um dos objetivos da ação é marcar 1 mês do desaparecimento do cacique Nísio Gomes, após o ataque de pistoleiros à comunidade Kaiowá Guarani de Amambai, região sul do estado. Neyla também informou que o mês de dezembro é dedicado aos Direitos Humanos. A concentração para o ato começará às 8h30, em frente à Catedral Santo Antônio, na Avenida Calógeras, esquina com a rua 15 de Novembro, Centro. Na primeira parte, será realizado um culto religioso, para homenagear as almas dos 250 indígenas assassinados nos últimos anos. Em um segundo momento, acontecerá uma ação política da qual, conforme a defensora pública, resultará um novo documento que pede o fim da violência praticada contra os povos indígenas. A iniciativa conta com o apoio de movimentos sociais e da Comissão Justiça e Paz da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Com informações da OAB/MS
  • dezembro13
    Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos da SEDH instaura procedimento para apurar denúncias do relatório da 4ª Inspeção Nacional de Direitos Humanos do CFP A ouvidoria nacional de Direitos Humanos da Secretaria Nacional de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República instaurou procedimento para apuração de violação coletiva de direitos humanos, a partir do relatório da 4ª Inspeção Nacional de Direitos Humanos: locais de internação para usuários de drogas, produzido pela Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia (CFP). A ouvidoria levou em conta as constatações da inspeção, que encontrou em quase todas as comunidades terapêuticas visitadas a prática da internação compulsória e a ausência de profissionais de saúde em caráter permanente. Para instaurar o procedimento, a Secretaria considerou ainda as deliberações da 14ª Conferência Nacional de Saúde, órgão máximo de orientação da política pública de saúde, que rejeitou a internação compulsória de usuários de álcool e outras drogas, bem como o financiamento via SUS de comunidades terapêuticas. A ouvidoria determinou, além da instauração de procedimentos para apurar a violação coletiva de direitos humanos, o envio de ofício ao Coordenador Nacional de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde, Roberto Tykanori, ao procurador-geral da República e presidente do Conselho Nacional do Ministério Público. De acordo com o ouvidor nacional dos direitos humanos, Domingos da Silveira, ao procurador-geral da República será solicitado o encaminhamento do relatório aos Ministérios Públicos dos estados e a apuração das violações. Ao Coordenador Nacional de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde, será questionado como a coordenadoria compatibiliza a internação compulsória sem decisão judicial com a Lei Antimanicomial e se as chamadas comunidades terapêuticas são estabelecimentos prestadores de saúde mental. O Conselho Federal de Psicologia recebeu de forma positiva a iniciativa da ouvidoria em apurar as denúncias trazidas no relatório. O presidente do CFP, Humberto Verona, sinaliza a importância de se conhecer as comunidades terapêuticas e suas formas de trabalho, tendo em vista que elas foram incluídas no plano de combate ao crack antes mesmo de trazer informações sobre as práticas nestes locais de isolamento. O relatório traz o resultado de vistorias em 68 instituições de internação para usuários de drogas, em 24 estados brasileiros e no Distrito Federal, realizadas em 28 e 29 de setembro de 2011.
  • dezembro12
    Nota de Esclarecimento sobre Resolução nº 13/2007, sobre cursos de especialista em Psicologia do Trânsito Devido a questionamentos sobre a possibilidade de aproveitamento e complementação de carga horária para os cursos de especialista em Psicologia do Trânsito, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) esclarece alguns pontos da Resolução CFP nº 13/2007, que institui a consolidação das Resoluções relativas ao Título Profissional de Especialista em Psicologia e dispõe normas e procedimentos para seu registro. A Resolução CFP nº 013/2007 não prevê a possibilidade de aproveitamento de disciplinas e de complementação de carga horária, pois o objetivo da especialização é atualizar conhecimentos adquiridos pelos profissionais, objetivando a qualificação profissional. A titulação oferecida pelo CFP tem caráter profissional, regida por regulamentação do Conselho Profissional. Ela é diferente da titulação expedida pelo Ministério da Educação, de caráter acadêmico. Assim, o CFP informa que a carga horária deve ser cumprida integralmente de acordo com os critérios da Resolução. Título profissional Atualmente existem onze especialidades profissionais reconhecidas pelo CFP: Psicologia Escolar/Educacional; Psicologia Organizacional e do Trabalho; Psicologia de Trânsito; Psicologia Jurídica; Psicologia do Esporte; Psicologia Clínica; Psicologia Hospitalar; Psicopedagogia; Psicomotricidade; Psicologia Social; Neuropsicologia. De acordo com a Resolução CFP nº 013/2007, os núcleos formadores podem solicitar o credenciamento de seus cursos de especialização ao CFP. Portanto, cabe a eles solicitar o credenciamento, desde que atendam aos critérios estabelecidos na Resolução CFP nº 13/2007.
  • dezembro8
    Plano Crack traz retrocesso ao introduzir Comunidades Terapêuticas e outras instituições privadas no SUS O Conselho Federal de Psicologia esteve presente no lançamento do programa do governo federal contra o Crack, apresentado nesta quarta-feira, 7 de dezembro, em Brasília, quando houve a inclusão pelo governo das comunidades terapêuticas e outras instituições privadas no Sistema Único de Saúde (SUS), decisão contrária às deliberações da 14ª Conferência Nacional de Saúde. Para o Conselho Federal de Psicologia (CFP), o Plano se mostrou pouco inovador e, com a inclusão das comunidades terapêuticas como dispositivos do Sistema Único de Saúde, levanta-se a preocupação de que isso possa se constituir o retorno da lógica manicomial, que segrega e isola o indivíduo das suas relações sociais, familiares e do seu território cultural. Esta lógica mostra-se contrária à lógica do SUS, que defende a redução de danos, o respeito à sexualidade e às crenças do indivíduo e permite a integração social, sempre tendo como meta a autonomia e a co-responsabilização do usuário no seu tratamento. Durante o lançamento do Plano, também houve a tentativa de tentar unir três eixos - prevenção, cuidado e repressão - que, de acordo com o CFP, além de não se conjugarem, revelam uma visão conservadora em relação às drogas. Vistorias A última Inspeção Nacional de Direitos Humanos: locais de internação para usuários de drogas, realizada pelo CFP, revelou o resultado de vistorias em 68 comunidades terapêuticas, com violações de direitos humanos de diferentes graus em todas as instituições. A entrega do relatório foi seguida por pedidos de debate público sobre o tema com a sociedade civil e sua inclusão nos Conselhos de Direito, principalmente no Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas, que já não se reunia há dois anos. Apesar do Plano Crack trazer avanços ao fortalecer a rede pública de saúde, com metas de ampliação de consultórios de rua e dos Centros de Atenção Psicossociais de Álcool e outras Drogas (CAPS AD) 24 horas, o CFP acredita que o financiamento público das comunidades terapêuticas e de outras instituições de direito privado, que o Plano chama de Unidades de Acolhimento de Adultos e Crianças e Adolescentes, pode comprometer todo o esforço do Plano em decorrência da redução dos investimentos dos recursos em equipamentos públicos. "É como se a inclusão de uma lógica antagônica à lógica do SUS produzisse uma ferida que pode prejudicar todo o sistema", comparou o presidente do CFP, Humberto Verona.  
  • dezembro8
    Piso salarial será discutido em Seminário Nacional da Fenapsi A Federação Nacional dos Psicólogos (Fenapsi), em conjunto com sua direção ampliada, realizou reunião entre os dias 26 e 27 de novembro com o objetivo de organizar o próximo Seminário Nacional sobre valorização do trabalho das Psicólogas e dos Psicólogos. O Projeto de Lei nº 5440/2009, de autoria do deputado federal Mauro Nazif (PSB-RO) e que atualmente encontra-se na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, sobre o piso salarial da classe, será o foco das discussões no Seminário. O Seminário Nacional será realizado no mês de abril de 2012, antecedido do Seminário Estadual que acontecerá em março. Segundo a presidente da Fenapsi Fernanda Magano, o mês de dezembro foi reservado para eleger os delegados da etapa estadual. A discussão referente aos pisos salariais nominais e estaduais também serão foco dos debates, assim como a questão do salário mínimo proposto pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O evento promete ser um espaço democrático para garantir as negociações salariais de forma coletiva.
  • dezembro8
    Aviso sobre materiais do II Seminário Nacional de Psicologia em Emergências e Desastres Aos interessados nas palestras do II Seminário Nacional de Psicologia em Emergências e Desastres, que ocorreu de 23 a 25 de novembro, em Brasília, informamos que os documentos estarão disponíveis em breve no site do POL e no http://emergenciasedesastres.cfp.org.br . 
  • dezembro7
    Carta do CONDEPI à Presidenta Dilma Rousseff sobre a violência em MS O Comitê Nacional de Defesa dos Povos Indígenas de Mato Grosso do Sul-CONDEPI enviou a carta abaixo para a Presidenta Dilma Rousseff, requerendo medidas urgentes em relação à violência no estado. Requerimentos similares foram entregues ao Vice-Presidente da República, em passagem pelo Mato Grosso do Sul, e mandados para o Supremo Tribunal Federal; para os Presidentes da Câmara e do Senado; para o Ministro da Justiça e a Ministra Secretária de Direitos Humanos; para o Conselho Nacional de Direitos Humanos, o Conselho Nacional de Justiça e o Ministério Público Federal. Uma terceira leva, mais específica, foi enviada à Funai, ao Governo do estado e à Polícia Federal. No dia 14, será realizado um ato ecumênico, com marcha que sairá da OAB/MS em direção à Igreja da Diocese. Com a presença do Bispo de Mato Grosso do Sul, 250 cruzes brancas serão fixadas, em homenagem aos 250 indígenas mortos no estado, nos últimos oito anos. Abaixo, a carta à Presidenta, com as assinaturas. TP. O Comitê Nacional de Defesa dos Povos Indígenas de Mato Grosso do Sul-CONDEPI criado em 24 de novembro de 2011, em reunião realizada em Campo Grande na sede da OAB/MS, tendo por compromissos: a defesa dos direitos à vida, da integridade física e mental, da liberdade e da segurança pessoal dos povos indígenas de Mato Grosso do Sul; a defesa dos povos e das pessoas indígenas na sua integridade como povos distintos, na preservação e divulgação de seus valores culturais e de sua identidade étnica dos povos indígenas de Mato Grosso do Sul; e a defesa da posse e das demarcações de terras indígenas e do amplo acesso aos recursos nelas existentes, em face de graves violações de direitos humanos registradas na região, como o atentado de milícias armadas contra a comunidade Kaiowá-Guarani, fato amplamente noticiado, que resultou no desaparecimento de Nízio Gomes, liderança religiosa da comunidade "Guaiviry", município de Amambai, além de toda violência que atingem os povos indígenas de Mato Grosso do Sul de forma crescente pela negação de seus direitos assegurados pela Constituição Federal brasileira e pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) - vem pela presente manifestar e ao final requer o que segue:De acordo com o Censo 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mato Grosso do Sul tem o 2º maior número absoluto de habitantes indígenas do país, são 79.29 habitantes indígenas, o que representa 9% da população indígena do país. No cálculo de proporção, o Estado tem a 6ª maior proporção de brancos, com 47,3% e a 3ª maior de índios, com 13% contra 11,2% de indígenas de Roraima e 4,84% de indígenas do Amapá. Entretanto, apesar de terceiro em população proporcional, Mato Grosso do Sul, de acordo com o ultimo[1] relatório do CIMI, concentrou 55% dos casos de assassinatos de indígenas no País nos últimos oito anos, sendo disparado o primeiro do Brasil no registro de graves violências contra os povos indígenas. Em 2008 foram 70%; em 2010, 57% e nos primeiros nove meses deste ano, 27 indígenas foram assassinados dos 38 assassinatos ocorridos no País, o que representa 71% da totalidade. Conforme o relatório, neste período, foram registrados por veículos de imprensa regionais, aproximadamente 190 tentativas de assassinatos, 176 suicídios e mais de 70 conflitos diretos por terras. A este cenário caótico de violências, acrescentam-se os casos de assassinatos que ocorrem dentro das aldeias superlotadas das antigas "Reservas" criadas na década de 1920, resultado da política irresponsável do Estado Brasileiro daquele período na remoção forçada de milhares de pessoas de suas terras para serem confinadas nas ditas "Reservas" e abrirem espaço para as fronteiras agrícolas. Reservas como as de Dourados e Amambai, atualmente estão infestadas de problemas sociais, inseridos num espaço que não atendem qualquer perspectiva mínima de desenvolvimento social sadio para as milhares de famílias envolvidas, visando o desenvolvimento físico e cultural destes povos, conforme determina a Constituição Federal de 1988. Realidades de extrema precariedade no atendimento de demandas urgentes têm sido registradas. Em Dourados, cerca de 14 mil pessoas vivem em menos de 3.500 hectares de terra. O maior confinamento do Brasil. A maior parte destas pessoas são Kaiowá-Guarani, mas onde também vivem muitos Terena. Convivem, povos diferentes, com todos os tipos de problemas causados pela falta de espaço, centros urbanos e rodovias, falta de alimentação adequada, atendimento de saúde e transporte escolar, e, principalmente, para que possam desenvolver suas formas próprias de organização social, sustentabilidade e resolução de conflitos. Atualmente, o Estado de MS concentra 31 acampamentos indígenas com "mais de 1200 famílias vivendo em condições subumanas à beira de rodovias ou sitiados em fazendas" Dessas etnias, o povo Kaiowá-Guarani é o mais numeroso e o que mais tem sido vítima da sonegação dos direitos humanos fundamentais. Mas também tem sido registrados casos graves de violações de direitos entre o povo Terena, que também reivindicam a demarcação de suas terras tradicionais, onde, inclusive, suas lideranças encontram-se ameaçadas. O número elevado de suicídios, alcoolismo, jovens indígenas sendo usados como "mulas" para o tráfico de drogas, exploração da mão-de-obra indígena de forma degradante nas usinas de álcool são alguns dos indicadores das graves violações registradas no estado e que merecem respostas rápidas do estado brasileiro. Atualmente, cerca de 10 mil indígenas trabalham no Corte da Cana de Açúcar nas lavouras do estado. São tidos como os trabalhadores mais "eficientes", pois são os que mais cortam cana em toneladas, porém, para a sociedade em geral, para se opor aos direitos indígenas chamam estes povos de "vagabundos". São registrados casos graves de racismo na região, inclusive, com algumas condenações judiciais. De acordo com dados do INFOPEN de dezembro de 2010, o Estado de Mato Grosso do Sul detém a segunda maior população carcerária indígena do Brasil, com mais de 100 índios encarcerados nas prisões do estado sem assistência jurídica adequada. Pelos dados publicados nos relatórios do Conselho Indigenista Missionário, nos últimos oito anos, 250 indígenas foram assassinados em Mato Grosso do Sul e muitos crimes ainda se encontram sem solução, com investigações inconclusas e mandantes não responsabilizados. O caso mais recente de violência contra os povos indígenas, conforme consta em relatório publicado pelo Conselho Indigenista Missionário[2] é o do Guarani Teodoro Ricardi, de 25 anos, que no dia 27 de setembro foi violentamente espancado por pessoas ainda não identificadas pelas autoridades quando retornava para o acampamento, vindo da cidade, para a terra indígena Y`poi, localizada no município de Paranhos, sul do estado de MS. Teodoro Ricardi não resistiu aos ferimentos e veio a falecer. Na região os indígenas encontram-se em cerca de 70 famílias Guarani. Trata-se de mais uma área de conflito envolvendo proprietários e indígenas. A comunidade e os familiares de Teodoro acionaram o Ministério Público Federal e à Justiça Federal para garantir o sepultamento de Teodoro dentro da terra ocupada pelos Guarani, onde incide a propriedade rural. Até a presente data a comunidade aguarda as providências por parte do Estado. A morte da estudante Lurdesvone Pires é outro caso. A Terena foi uma das vítimas do atentado contra o ônibus que transportava estudantes Terena, da Terra Indígena "Cachoeirinha", município de Miranda, ocorrido no dia 3 de junho deste ano. No atentado, foram lançadas pedras e um coquetel molotov no ônibus, que transportava 30 alunos que cursam o ensino médio em Miranda, cidade localizada a 203 quilômetros de Campo Grande. Além de Ludesvone e Teodoro, outras mortes revelam a violência que permeia a disputa entre fazendeiros e índios. Em novembro de 2009, dois professores indígenas da etnia Kaiowá-Guarani - Jenivaldo Vera e Rolindo Vera - desapareceram após confronto com seguranças de uma propriedade localizada no município de Paranhos. Conforme informações da Polícia Federal, os índios teriam entrado em luta contra homens armados, possivelmente seguranças da fazenda. Passados mais de um ano e meio, apenas um corpo foi localizado e não há informações mais concretas sobre a investigação e a identificação dos mandantes. E ainda: Em 2007, em Coronel Sapucaia, a Kaiowá-Guarani, Julite Lopes, de 70 anos, foi morta a tiros por seguranças particulares durante desocupação da área indígena Kurussú Ambá, localizada a cinco quilômetros do município. Julite era a liderança religiosa (Nhandesí) da comunidade e testemunha viva da expulsão de seu povo da terra Kurussú Ambá ocorrido em tempos recentes da história; Em 07 de julho de 2007, um dos líderes do mesmo acampamento, Ortiz Lopes, também foi assassinado e, em 2010, três anos depois, Oswaldo Lopes. Não houve, em Mato Grosso do Sul, o julgamento dos responsáveis pela morte dos indígenas. Em dezembro de 2005 o líder Kaiowá-Guarani Dorvalino Rocha, 39 anos, foi morto a tiros no município de Antônio João, fronteira com o Paraguai, por segurança de empresa da região de Dourados que havia sido contratada por fazendeiros do município para "impedir" o acesso dos indígenas que, naquele período, estavam acampados na beira da rodovia MS-384, após expulsão da comunidade, por determinação da Justiça Federal, de pequenas áreas ocupadas pelos indígenas nas propriedades rurais incidentes na terra indígena "Ñande Ru Marangatu", reivindicada pelos Kaiowá-Guarani. O cacique Marcos Verón, em 13 de janeiro 2003, foi mais uma das vitimas. O líder Kaiowá-Guarani foi morto por homens armados que espancaram e disparam tiros no acampamento. À época com 72 anos, Verón foi encaminhado com traumatismo craniano para o hospital, não resistindo aos ferimentos. No dia 25 de fevereiro deste ano, o júri popular condenou a pena de 12 anos e três meses Estevão Romero, Carlos Roberto dos Santos e Jorge Cristaldo Insabralde por tortura e sequestro. Os três, no entanto, foram inocentados pelo assassinado do líder Kaiowá-Guarani. Dados do Mapa da Violência 2011 do Ministério da Justiça revela que a taxa de suicídios em Mato Grosso do Sul teve um crescimento vertiginoso, puxada pelos casos envolvendo indígenas. Dos cem casos registrados no Brasil no ano de 2008, cinqüenta e quatro foram no Estado. A maior taxa de suicídios localiza-se em dois municípios pertencentes à área de conflito indígena, Amambai e Paranhos[3]. A taxa de suicídios na população em geral de Mato Grosso do Sul em dez anos cresceu 39,3%. O índice de suicídios foi de 5,6 casos por cem mil habitantes em 1998 passando para 7,8 em 2008. Quando a taxa é estratificada para a população jovem, o aumento chega a 95,3%. A violência também é crescente entre os próprios índios, revelando uma realidade difícil no cotidiano das aldeias. O uso de bebida alcoólica, drogas e a cooptação da mão de obra indígena para o trabalho nas usinas são outros fatores que tem gerado consequências como desagregação familiar e social, além da mudança forçada nos hábitos dos indígenas - fenômenos que não fazem parte do modo de ser e de viver destes povos - que lidam com essa situação com muita dificuldade. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego de 2007 apontam que boa parte dos 1.634 trabalhadores libertados das condições degradantes de trabalho em Mato Grosso do Sul naquele ano pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego são indígenas. Neste mesmo ano, só em Brasilândia, cidade localizada a 358 quilômetros de Campo Grande, ocorreu o segundo maior resgate de trabalhadores do país. Na fazenda DEBRASA, unidade da Companhia de Açúcar e Álcool, 1.011 indígenas estavam alojados em condições precárias. No ano anterior, em Iguatemi, município distante 454 quilômetros da Capital, 150 índios da etnia terena também trabalhavam sob condições análogas à escravidão. É importante salientar que as terras tradicionalmente ocupadas por indígenas em Mato Grosso do Sul foram expropriadas e alienadas pelo estado em vários períodos durante as décadas de 1940 e 1970 do século passado como forma de colonização do território nessa região. Expulsar os indígenas e fixar os fazendeiros nessas áreas para legitimar a política oficial de povoamento resultou em um processo de confinamento e redução dos territórios indígenas, sendo extremamente nociva e desumana para as etnias submetidas a essa medida. O que se deu no passado, no então estado de Mato Grosso, é que as terras tradicionalmente ocupadas pelas comunidades indígenas foram consideradas terras devolutas, alienadas e tituladas indevidamente. Esse erro precisa ser reparado hoje, uma vez que a população indígena vem crescendo e encontra-se confinada em pequenas áreas, o que a motiva a reivindicar seus antigos territórios. O Estado brasileiro continua omisso em buscar uma alternativa jurídica que evite injustiças a qualquer um dos lados que reclamam por direitos, o que estimula a violência e o conflito direto entre fazendeiros e indígenas, em continuo acirramento. Prova desse acirramento contínuo foi o que ocorreu no ultimo episódio de barbárie, visto que, um grupo de cerca de 40 pistoleiros, armados e encapuzados, invadiu na manhã do dia 18/11 (apenas alguns dias após a divulgação do ultimo relatório do CIMI) o acampamento "Guaiviry", dos Kaiowá-Guarani no município de Amambai. De acordo com informações dos Kaiowá-Guarani que presenciaram os fatos, o ataque era contra o cacique Nísio Gomes. Segundo os indígenas, Nízio foi executado a tiros e teve o corpo arrastado por pistoleiros e jogado em uma caçamba de camioneta sendo levado para local ignorado. O Kaiowá-Guarani Nízio Gomes é considerado morto pelos indígenas e desaparecido para as autoridades. A realidade em Mato Grosso do Sul é uma constante ofensa direta à Constituição Federal principalmente aos artigos 1º, I, III, 3º, I, II, III e IV, 5°, III, VI, XXXV, XXXVI, XLIV, LIV e 231, além da negativa de vigência aos Tratados Internacionais de que o Brasil é signatário, como a Convenção 169 da OIT e total desrespeito às regras mínimas dos direitos indígenas reconhecidos pela ONU na Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas do mundo. Por fim, pelos motivos acima, vimos requerer das autoridades do Estado brasileiro legitimadas pela Constituição da República para o atendimento das questões dos povos indígenas do Brasil, seguintes providencias para que os direitos humanos dos povos indígenas sul-mato-grossenses sejam reconhecidos e respeitados: - REQUERIMENTOS: 1- Intervenção federal no estado do Mato Grosso do Sul visando medidas rápidas e eficazes para o fim dos conflitos e demarcação das terras indígenas e as permanentes violações aos direitos humanos. 2- A proteção às nossas lideranças e comunidades que estão sendo constantemente ameaçadas por grupos paramilitares existentes no Mato Grosso do Sul. 3- A publicação, ainda em 2011, dos relatórios circunstanciados de identificação e delimitação das terras indígenas em estudo pelos 06 Grupos Técnicos criados em 2008. 4- A conclusão dos procedimentos administrativos de demarcação, nos quais muitas terras já estão declaradas e homologadas. Esse pedido se estende também à Justiça Federal, para que julguem as ações judiciais propostas por fazendeiros que questionam os direitos indígenas. 5- A investigação rigorosa e a efetiva prisão dos criminosos que realizaram o covarde ataque armado à comunidade de Guaiviry, em Aral Moreira, no último dia 18 de novembro. Esperam-se que sejam apresentados resultados concretos das investigações ainda no decorrer deste ano de 2011. 6- Exigimos que a Justiça Federal receba imediatamente a denúncia feita pelo MPF no caso do ataque ao Tekoha Ypo'y, em Paranhos, no qual foram mortos os professores Jenivaldo e Rolindo Vera. Integram o Comitê: 1. Ação Brasileira pela Nutrição e Direitos Humanos - ABRANDH 2. Advogados Sem Fronteira 3. Articulação dos Povos indígenas do Pantanal - ARPIPAN 4. Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto - ABREA 5. Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais - AATR - BA 6. Associação de Aposentados e Pensionistas de Campo Grande-MS 7. Associação de Defesa do Meio Ambiente de Araucária - PR - AMAR 8. Associação de Proteção ao Meio Ambiente de Cianorte -PR - APROMAC 9. Associação de Saúde Ambiental - PR - TOXISPHERA 10. Associação Internacional Poetas Del Mundo 11. Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente - ANCED 12. Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais - ANDEF 13. Associação Rede Criança 14. Central Única dos Trabalhadores - CUT - MS 15. Centro Acadêmico de História - UFMS - Campo Grande 16. Centro de Agricultura Alternativa - CAA - Norte de Minas - MG 17. Centro de Defesa da Criança e do Adolescente - Ceará CEDECA - CE 18. Centro de Defesa dos Direitos Humanos Marçal de Souza - CDDH 19. Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva - Belo - Horizonte - MG - CEDEFES 20. Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo Sul - BA - CEPEDES 21. Circulo Universal dos Embaixadores da Paz 22. Coletivo de Mulheres Negras - MS 23. Comissão de Cultura da Câmara de Vereadores de Campo Grande - MS 24. Comissão de Direitos Humanos/OAB-MS - CDH-OAB-MS 25. Comissão Pastoral da Terra - CPT Nacional 26. Comissão Permanente de Assuntos Indígenas/OAB-MS - COPAI-OAB-MS 27. Comissão Regional de Justiça e Paz - CRJP - Oeste 01 - CNBB 28. Comitê Intertribal Memória e Ciência Indígena - ITC 29. CONAMI 30. Conselho Estadual dos Direito do Índio do Estado de Mato Grosso do Sul - CEDIM - MS 31. Conselho Federal de Psicologia - CFP 32. Conselho Indigenista Missionário - CIMI 33. Conselho Municipal Indígena de Campo Grande - MS 34. Conselho Regional de Psicologia - CRP 14ª/MS 35. Décima Segunda Defensoria Pública Cível de Segunda Instância de MS 36. Dignitatis - João Pessoa - PB 37. Fórum Carajás - São Luís - MA 38. Fórum da Amazônia Oriental - FAOR - Belém - PA 39. Fórum Nacional de Mulheres Negras 40. Grupo de Estudos em Direito Crítico, Marxismo e América Latina - GEDIC (UFERSA/UERN) - RN 41. GT Combate ao Racismo Ambiental da RBJA 42. Instituto de Estudos Socioeconômicos - Brasília - DF - INESC 43. Instituto Terramar - Fortaleza - CE 44. Justiça Global 45. Movimento Paulo Jackson - Ética, Justiça, Cidadania - BA 46. Movimento Sem Terra - MST-MS 47. Rede Alerta contra o Deserto Verde 48. Rede Nacional de Advogados Populares - Renap - CE 49. Rede Nacional de Advogados Populares - Renap - MA 50. Rede Nacional de Advogados Populares - Renap - MS 51. Rede Nacional de Advogados Populares - Renap - RN 52. Terra de Direitos 53. TEZ (Fundação Vovó Quirina) 54. União Geral Trabalhista - UGT 55. União Nacional dos Estudantes - UNE
  • dezembro7
    Crepop/CFP lança documento para Gestores da Assistência Social O documento "Como os psicólogos e as psicólogas podem contribuir para avançar o Sistema Único de Assistência Social (Suas) - Informações para gestoras e gestores" será lançado pelo durante a VII Conferência Nacional de Assistência Social pelo Centro de Referência Técnica e Psicologia e Políticas Públicas (Crepop) do Conselho Federal de Psicologia. O texto informa sobre o papel que psicólogos e psicólogas podem desempenhar na atuação e consolidação das políticas públicas de Assistência Social. Com essa publicação, o Sistema Conselhos de Psicologia coloca-se a disposição dos gestores e gestoras de saúde para discutir a presença da psicologia no Suas durante e após a conferência. A Conferência de Assistência social começa nesta quarta-feira (07), em Brasília. Clique AQUI para visualizar o documento para gestores da Assistência Social.
  • dezembro7
    16º Encontro da ABRAPSO enfocou o desenvolvimento da Psicologia Social no Brasil Entre os dias 12 e 15 de Novembro, a cidade de Recife (PE) recebeu o 16º Encontro Nacional de Psicologia Social. Organizado pela Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO), o evento teve a finalidade de promover a visibilidade e troca de conhecimentos e experiências no campo da psicologia social, em sua interface com a produção acadêmica, os movimentos sociais e a gestão pública, além de favorecer a construção de conhecimentos críticos e proposição de políticas para superação dos problemas sociais do Brasil. O CRP14 marcou presença no evento, e foi representado pelas conselheiras Elisângela Ficagna e Zaira de Andrade Lopes, ambas integrantes da Comissão de Psicologia Social do Conselho. Na ocasião, Zaira apresentou o resultado de seu estudo sobre "A Violência de Gênero e as instituições: visibilidade e significados das ações na fala das mulheres agredidas", que analisou as representações sociais de mulheres agredidas sobre as instituições que as atenderam. Segundo ela, os resultados indicam controvérsias nas representações que as participantes elaboraram sobre as instituições, bem como a identificação destas contradições referentes às ações desencadeadas. As conselheiras ainda enfatizaram que os órgãos para o enfrentamento da violência marcaram de modo decisivo o momento de transformação de seus cotidianos de crueldades. Além disso, a análise dos dados da pesquisa revela que as instituições são representadas como centro de convergência para a ruptura do ciclo da violência. Contudo, foram tecidas críticas quanto à efetiva resolutividade das ações dos mesmos e apontadas lacunas a serem fechadas, para que exerçam, com eficácia, seus objetivos, principalmente no que tange às resoluções jurídicas e na formação de profissionais para o atendimento. Outro momento importante do evento foi a elaboração das metas da ABRAPSO, que envolveram principalmente as seguintes questões: fomentar o desenvolvimento da Psicologia Social como área de produção de conhecimento científico no país, bem como a interlocução entre pesquisadores e profissionais, potencializando a melhoria continuada da prática profissional e maior inserção da pesquisa nos problemas que desafiam a sociedade brasileira; estimular o debate sobre problemas nacionais, regionais e locais, indispensável à produção de conhecimento e à intervenção profissional; discutir, analisar e propor formas e mecanismos que contribuam para a formação de profissionais, a partir de uma perspectiva crítica e plural; e por fim, potencializar e dar visibilidade à produção em Psicologia Social nas Regiões Norte-Nordeste. Os textos completos dos trabalhos apresentados no evento estão disponíveis e podem ser acessados pelo link: http://www.encontro2011.abrapso.org.br/site/textoscompletos Regional - Mais do que discutir os rumos da Psicologia Social no Brasil, a 16ª edição do Encontro se tornou um marco, especialmente para os profissionais da região Centro-Oeste. Durante a plenária da Assembleia Nacional foi oficializada a criação da Vice- presidência Regional Centro-Oeste que integrará o Conselho Diretor da ABRAPSO, além da homologação da nova diretoria do Núcleo Mato Grosso do Sul da Associação. O colegiado eleito para a direção da Regional Centro-Oeste ficou com a seguinte composição: Dolores Galindo (Núcleo MT) como vice-presidente; Juliana Chaves (Núcleo GO) como secretária; Jacy Curado (Núcleo MS) como suplente da secretária; Fernando Paulyno (Núcleo CA/GO) como tesoureiro; e Zaira Lopes (Núcleo MS), como tesoureira suplente. Para as conselheiras do CRP14, a criação da Regional ABRAPSO representa um grande avanço e consolidação da Psicologia Social Sul-Mato-Grossense, uma vez que a vinculação do Núcleo era à Regional São Paulo. Esse núcleo tem como componentes Zaira de Andrade Lopes, como coordenadora e Keila de Oliveira Antônio, como suplente; Arthur Galvão Serra como Secretário, e Eduardo Hideto Kawahara Filho, como suplente; e Elisângela Ficagna, como tesoureira e Márcia Paulino da Silva Lopes, como suplente. O trabalho das duas novas gestões (Centro-Oeste e Mato Grosso do Sul) começará a partir de 1º de janeiro de 2012. As diretrizes da nova gestão do Núcleo de MS são: 1. Atuar no contínuo questionamento das dicotomias entre ciência, cotidiano e compromisso social; 2. Promover espaços de diálogo e reflexão acerca dos saberes e práticas em Psicologia Social; 3. Estimular a produção e difusão de conhecimento vinculada às condições histórias, sociais e culturais atenta às singularidades regionais; 4. Fortalecer a Psicologia Social no Centro-Oeste, ampliando a articulação entre núcleos e visibilidade nacional.)
  • dezembro6
    Brasil e Portugal articulam aliança na organização dos psicólogos e psicólogas O Conselho Federal de Psicologia (CFP) participou no dia 28/11, de reunião com a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPPT). Representando o CFP, a conselheira Sandra Amorin (secretária suplente da Região Centro-Oeste) se reuniu com o bastonário da OPPT , Telmo Mourinho Baptista. O encontro foi realizado em Lisboa, Portugal, com o objetivo de discutir assuntos relacionados à Psicologia, profissão e ciência. A reunião foi solicitada para a aproximação e ampliação do diálogo com países de língua portuguesa, sobretudo aqueles que tem a profissão de psicólogo regulamentada. Os representantes conversaram sobre as ações futuras e em curso, além das possibilidades de parcerias. Foi firmado também o compromisso em fortalecer a aliança e o diálogo entre os países de língua portuguesa. Para a conselheira Amorim, "o bastonário é enfático em defender que essa aproximação deve fortalecer as ações políticas e que todos têm muito a aprender com o Brasil, devido a nossa trajetória". Outro assunto discutido para o fortalecimento dessa aliança foi o 1º Congresso da OPPT, previsto para ser realizado em abril de 2012. Além disso, a Ordem se comprometeu em participar da Mostra de Práticas em Psicologia, marcada para setembro de 2012.
  • dezembro5
    Seminário Nacional abordou os parâmetros para atuação da Psicologia na área das emergências e dos desastres O CFP (Conselho Federal de Psicologia) realizou entre os dias 23 e 25 de Novembro em Brasília o II Seminário Nacional de Psicologia em Emergências e Desastres. O evento teve o objetivo de discutir e avaliar o processo de organização e configuração do trabalho dos psicólogos e psicólogas sobre o tema, que envolve governo e sociedade civil. O CRP14 participou do Seminário, sendo representado pela conselheira Nanci Barba Lazcano Sbalchiero. Junto com ela, também participou a psicóloga Jakel Santana do Prado, que apresentou sua experiência exitosa na área, na sessão de comunicações do referido evento. Segundo Jakel, foi possível relatar e demonstrar a importância do papel do psicólogo em situações de emergências e desastres,destacando a necessidade de não só capacitar o psicólogo em atendimento focal , mas a vivência e formação em várias áreas de defesa civil, psicologia das emergências, atendimento pré-hospitalar e noções de segurança em busca e resgate, bem como o entendimento das políticas públicas envolvidas neste processo. "Percebo que o papel do psicólogo vai além de conhecimento acadêmico, e sim, são necessárias vivência e formação em outras áreas para dar suporte ao atendimento e reconstrução", relatou. Os desastres debatidos no seminário foram expostos de maneira geral. Os participantes mencionaram os deslizamentos no Rio de Janeiro, no início de 2010, as enchentes de Santa Catarina em 2008 e também tragédia aéreas. Conforme dados da Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), o Brasil é o país com maior número de pessoas afetadas pelas chuvas e enchentes no Hemisfério Sul. Ano passado, 893 municípios foram atingidos por desastres, causados por fenômenos climáticos. O Rio de Janeiro lidera o ranking de desastres notificados à Sedec, com cerca de seis milhões afetados. Depois do Rio, segue Minas Gerais, com cerca de um milhão de pessoas, e depois o Piauí, com quase 800 mil atingidos. O doutor em Psicologia Social Marcos Ferreira, que ministrou palestra no evento, destacou a importância do trabalho realizado pela Defesa Civil, mas ressaltou que as atividades devem ser feitas em conjunto com outros órgãos e também com a sociedade civil. Já a coordenadora do grupo de trabalho de emergências e desastres do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais (CRP-04), Renata Miranda, enfatizou a necessidade de prevenção como ferramenta de freio às catástrofes. "Já sabemos que vai ter inundação. Então, trabalhamos a priori e temos respostas positivas. Os números de afetados diminuem. No CRP-04 a gente já trabalha a logística das ações, como rotas e pontos seguros para se instalar". Outro momento importante do Seminário, conforme a psicóloga Jakel, foi a proposta e votação para formar um grupo especializado em psicologia em emergências e desastres, com vistas a oferecer maior credibilidade para essa nova especialidade que tornou necessária para a reconstrução humanizada não só das vítimas, como também de todos os afetados nesses sinistros. As conclusões deste evento devem apoiar a organização de referências técnico-profissionais - que já vêm se desenvolvendo dentro do Sistema Conselhos- para a atuação de psicólogos e psicólogas, com base no direcionamento inicial do VII Congresso Nacional da Psicologia (CNP).
  • dezembro5
    Encontro Nacional debateu os rumos para o trabalho do CREPOP no próximo ano Nos dias 25 e 26 de Novembro, a Conselheira Elisângela Ficagna, responsável pelo Centro de Referência em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP) do CRP14, bem como a Técnica em Políticas Públicas, Letícia P. de Melo Sarzedas, participaram do Encontro Nacional do CREPOP, em Brasília (DF). A reunião, que contou com a presença de representantes dos 20 CRP's do país, teve a finalidade de promover o aprimoramento técnico e o fortalecimento político do Centro de Referência, renovando os compromissos políticos e profissionais dos integrantes da Rede CREPOP, no âmbito do Sistema Conselhos de Psicologia. Na abertura do encontro, a Conselheira responsável pelo CREPOP em âmbito nacional, Monalisa Barros, apresentou uma linha do tempo em relação a atuação do Centro, e também os custos com as atividades do mesmo para o Sistema Conselhos. Monalisa ainda destacou alguns desafios a serem superados na execução do trabalho no CREPOP, como a construção de intervenções efetivas para a prática dos serviços públicos; a discussão de estratégias para conseguir alcançar os pequenos municípios na divulgação das referências e demais produtos do Centro de Referência, bem como os modos de ampliar a disponibilidade desses produtos; as formas de efetivar a Gestão da Informação dos dados do CREPOP, dentro dos regionais e para os profissionais; e a elaboração do Plano de Trabalho de 2012 no sentido de responder a essas demandas. Segundo Elisângela, o encontro foi bastante produtivo, já que várias situações foram discutidas e encaminhadas. Uma delas foi a proposição da realização de apenas uma pesquisa no ano de 2012, cujo tema, "População em Situação de Rua", fora elencado pelo grupo do encontro. Outras propostas, retiradas do VII CNP (Congresso Nacional da Psicologia), realizado em 2010, também estiveram na pauta. Outra proposta gerada nesse evento, de acordo com a conselheira, foi a de trabalhar mais detidamente as referências, a fim de aproximar o profissional do material produzido, tanto no momento das consultas públicas, que antecedem a publicação, como também no momento dos lançamentos das referências. A ideia é também realizar uma atuação de forma mais sincronizada com os regionais, para que o CREPOP possa ser incorporado como um instrumento de gestão efetiva dos Conselhos Regionais. As proposições ainda devem ser deliberadas pela Assembleia das Políticas, da Administração e das Finanças do Sistema Conselhos de Psicologia (APAF), que acontece em dezembro em Brasília.
  • dezembro5
    Conferência Nacional de Saúde diz não às comunidades terapêuticas Conferência Nacional de Saúde rejeita a inclusão das comunidades terapêuticas no SUS e rejeitou ainda a internação compulsória de pessoas que usam drogas. Com o apoio dos representantes do CFP e várias entidades da sociedade civil, a conferência disse não ao repasse de dinheiro público para as comunidades terapêuticas. Essa vitória se deve à mobilização e participação ativa de psicólogos, psicólogas, gestores e várias entidades comprometidas com a reforma psiquiátrica e que lutam por uma sociedade sem manicômios.
  • dezembro5
    Psicologia 30 Horas: envie aqui mensagem aos deputados pela aprovação do Projeto de Lei Envie o seu manifesto através do site: http://www2.pol.org.br/main/manifesto_pl_30horas.cfm  
  • novembro30
    Ministro da Saúde promete investigação de comunidades terapêuticas apontadas no Relatório da 4ªInspeção O Relatório da 4ª Inspeção Nacional de Direitos Humanos foi entregue na terça-feira (29), ao ministro da Saúde Alexandre Padilha, durante audiência com o Conselho Federal de Psicologia (CFP), na qual esteve presente a conselheira do CFP Monalisa Barros. Após solicitação do CFP pela apuração das denúncia sobre as 68 comunidades terapêuticas apontadas no relatório - todas com indicações de violações de direitos humanos - o Ministro afirmou que serão determinadas vistorias, a serem realizadas com as vigilâncias sanitárias estaduais e municipais, nas comunidades terapêuticas inspecionadas pelo CFP, para que sejam tomadas as devidas providências e possível encaminhamento das denúncias ao Ministério Público Federal. "Questionamos a inclusão das comunidades terapêuticas como equipamentos de saúde, o que vai contra as diretrizes da Lei 10.216", afirmou a conselheira do CFP, Monalisa Barros, referindo-se à lei da Reforma Psiquiátrica. Segundo o ministro, já estão sendo feitas vistorias nos hospitais psiquiátricos nacionais, e a intenção é que as visitas sejam estendidas, em seguida, às comunidades terapêuticas e aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). O Conselho também solicitou aumento dos investimentos em Centros de Atenção Psicossocial - Álcool e Drogas, os Caps AD, e o fortalecimento dos serviços substitutivos, bases da política de saúde mental com princípios antimanicomiais. Em relação ao plano de implantar uma rede de saúde mental, como definido em resolução do Conselho Nacional de Saúde, a conselheira do CFP Monalisa Barros afirmou que esta rede deve estar não só voltada para álcool e outras drogas, mas deve ser uma rede que garanta a integralidade incorporando a dimensão subjetiva em todos os níveis de atenção à saúde. "Nesta rede não pode caber ninguém que vá contra as diretrizes de saúde mental", afirmou o ministro Padilha.
  • novembro29
    Equipe do CRP14 visitou instalações da Penitenciária Federal de Campo Grande No último dia 25, uma equipe do CRP14, acompanhada do psicólogo especialista em Estudos de Criminalidade e Segurança Pública, Sergio Rosa Neves Riani, de Minas Gerais, e do psiquiatra forense Rafael Bernardon Ribeiro, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, visitou as instalações da Penitenciária Federal de Campo Grande. Os dois profissionais estiveram na cidade para participar do Seminário de Psicologia Jurídica: Processos de Avaliação no Contexto Jurídico, realizado no dia 24/11. A visita teve o objetivo de conhecer o funcionamento da Penitenciária, uma das quatro existentes no Brasil (as outras três funcionam em Catanduvas/PR, Mossoró/RN e Porto Velho/RO). O CRP14 também agradece ao delegado Washington Clark dos Santos, diretor da penitenciária, pela disponibilidade em acompanhar a nossa equipe durante a visita, explicando todo o funcionamento e esclarecendo todas as dúvidas.
  • novembro29
    Cineclube abordará temática relacionada à Psicologia Social O Conselho Regional de Psicologia (CRP14/MS) realizará no dia 03/12 (sábado), a última edição do ano do Cineclube, projeto que conta parceria com a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul e Centro Cultural José Octávio Guizzo.   Nesta edição, o evento enfocará a Psicologia Social, com a exibição do filme "O Caminho das Nuvens" (2003). A sessão começa às 14h, na Sala Rubens Corrêa, no Centro Cultural José Octávio Guizzo (Rua 26 de Agosto, n. 453, Centro). A entrada é de graça. O CRP14 também oferecerá aos estudantes presentes uma declaração de participação no projeto. Mais informações podem ser obtidas através do telefone 3382-4801. Sinopse - O Caminho das Nuvens é um road movie de bicicleta baseado na história real de Cícero Ferreira Dias, que saiu do sertão da Paraíba e, depois de cinco meses e dois dias, chegou ao Rio de Janeiro. O caminhoneiro Romão está desempregado e decide que, junto a mulher Rose e seus cinco filhos, vai para o Rio de Janeiro para tentar a sorte grande. Para ele, é preciso um salário de, no mínimo R$ 1.000 para sustentar a prole. Em busca disso, a família pedala desde Santa Rita, na Paraíba, até Bangu, no Rio de Janeiro, uma jornada de 3.200 quilômetros. Antônio, o filho mais velho do clã, busca seu lugar no mundo enquanto descobre os segredos e dificuldades de amadurecer em plena estrada. O elenco traz nomes consagrados da teledramaturgia, como Cláudia Abreu e Wagner Moura. O filme tem classificação indicativa de 12 anos. Foto: Divulgação
  • novembro29
    Lançamento de Relatório de Inspeção em 68 comunidades terapêuticas revelou violações de direitos humanos Foi lançado no dia 28/11, em Brasília, o Relatório da 4ª Inspeção Nacional de Direitos Humanos: locais de internação para usuários de drogas, produzido pela Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia (CFP). O Relatório traz o resultado de vistorias em 68 instituições de internação para usuários de drogas, em 24 estados brasileiros e no Distrito Federal, realizadas em 28 e 29 de setembro de 2011. A ausência de projeto terapêutico para cada usuário internado, aplicações de castigos - inclusive físicos - e restrições, a falta de profissionais de saúde no local, além do exercício de trabalhos não-remunerados e o uso da religião como única forma de tratamento são alguns dos pontos críticos encontrados nas instituições inspecionadas e apontados pelos palestrantes no lançamento do Relatório. "Dependente químico não é defeito moral, pecado ou delito, é uma doença. E como tal, deve ser encarada e tratada", afirma a integrante da Comissão Nacional de Direitos Humanos do CFP, Ana Luiza Castro. Estas unidades, segundo o representante da Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (Renila), Marcus Vinícius de Oliveira, nasceram da ausência de respostas das políticas públicas de álcool e outras drogas e da negligência do Estado sobre o tema. A ausência de fiscalizações constantes nas instituições para usuários de saúde mental também foi destacada pela deputada Erica Kokay (PT-DF): "Isto é explicado pelo fato de fiscalizar significar, muitas vezes, se deparar com a realidade e com problemas aparentemente sem solução", argumentou. Algumas das recomendações enumeradas pela integrante da Comissão Nacional de Direitos Humanos que devem ser tomadas em relação às comunidades terapêuticas são: que o Ministério Público instaure a abertura de procedimentos administrativos para apuração de denúncias de maus tratos; que o Ministério da Saúde implante mecanismos de efetivo controle e fiscalização de internações de adolescentes; que o Ministério do Trabalho promova uma ação de fiscalização junto às unidades de internação, considerando as denúncias de trabalhos forçados; entre outros. Ana Luiza Castro destaca ainda a importância da Secretaria Geral da Presidência da República garantir o debate público com a participação efetiva da sociedade civil no que se refere às mudanças nas políticas públicas de álcool e outras drogas. Para o pesquisador da Justiça Global Rafael Dias, criar uma política federal de álcool e outras drogas que preveja o financiamento público às comunidades terapêuticas sem debater o tema com todos os setores da sociedade será um grande retrocesso. O CRP14 esteve no lançamento do relatório, e foi representado pelo psicólogo Marco Aurélio Portocarrero Naveira, que integra a comissão de direitos humanos do Conselho e acompanhou as inspeções às clínicas para usuários de drogas em Campo Grande.
  • novembro29
    Relatório da 4ª Inspeção Nacional de Direitos Humanos: locais de internação para usuários de drogas O Relatório da 4ª Inspeção Nacional de Direitos Humanos: locais de internação para usuários de drogas traz o resultado de vistorias em 68 instituições de internação para usuários de drogas, em 24 estados brasileiros e no Distrito Federal, realizadas em 28 e 29 de setembro de 2011. Clique aqui para visualizar o arquivo!
  • novembro29
    PL das 30 horas segue para análise na Comissão de Trabalho da Câmara O Projeto de Lei 3338/08 que fixa em 30 (trinta) horas semanais a jornada do psicólogo foi encaminhado no último dia 21, para a Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público - CTASP da Câmara Federal. É importante que o Projeto seja amplamente discutido antes de ir a voto na Comissão, a exemplo do que ocorreu na tramitação no Senado, onde houve uma discussão prévia com o sistema conselhos e entidades sindicais e por fim a audiência pública. A intervenção das psicólogas e psicólogos será fundamental para o convencimento dos/as deputados/as. Sendo assim, o Sindicato dos Psicólogos de São Paulo, com o apoio da Fenapsi e do CFP, criou um manifesto para ser enviado aos deputados titulares da Comissão de Trabalho. Para enviar o manifesto, clique AQUI.
  • novembro28
    Carta em defesa dos povos indígenas de MS No dia 25/11 foi realizado na Assembleia Legislativa de MS o "Ato Contra a Impunidade e em Defesa dos Povos Indígenas de Mato Grosso do Sul". A ação foi realizada por entidades da sociedade civil e os movimentos sociais sob a coordenação do deputado Pedro Kemp (PT), e marcou os 28 anos de morte do líder guarani Marçal de Souza Tupã-I, além de lembrar  o violento atentado na terra Guaviry, ocorrido no início de novembro município de Amambai, que resultou no desaparecimento do líder indígena Nísio Gomes. Na ocasião, também ocorreu o lançamento do Comitê Nacional em Defesa da População Indígena de Mato Grosso do Sul (Condepi-MS), do qual o CRP14 e o CFP (Conselho Federal de Psicologia) fazem parte. Ao final do ato, foi elaborado um documento com reivindicações para garantir a segurança e a punição de criminosos envolvidos em atentados contra índios,  para ser enviado à Presidência da República, à Fundação Nacional do Índio (Funai) e às comissões de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e do Senado. A carta pode ser lida a seguir: CARTA EM DEFESA DOS POVOS INDÍGENAS DE MATO GROSSO DO SUL Nós, representantes de entidades da sociedade civil e movimentos sociais de Mato Grosso do Sul, presentes no "Ato Contra a Impunidade e em Defesa dos Povos Indígenas do Mato Grosso do Sul", realizado no dia 25 de novembro de 2011, na Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul, diante do atentado ao líder religioso (Nhanderú) Kaiowá Guarani Nisio Gomes e o seu desaparecimento ocorrido no dia 18 de novembro, após o ataque de milícias armadas contra à sua comunidade, dentro da terra tradicional Guaiviry, há anos reivindicada para demarcação, manifestamos nossa indignação por mais este fato de violência contra os povos indígenas desta Unidade Federativa. Queremos prestar nossa solidariedade aos familiares de Nisio Gomes, lembrando os 28 anos do assassinato de Marçal de Souza e clamando por soluções imediatas. Em 25 de Novembro de 1983, tombava uma das mais importantes lideranças indígenas de Mato Grosso do Sul. Marçal de Souza relatou ao mundo a sua luta, assim como todo sofrimento de seu povo pela falta de suas terras. Denunciou a omissão do Estado brasileiro e as ameaças que vinha sofrendo. Cobrava a punição dos agressores de indígenas e soluções concretas para as demarcações de suas terras. Em face destas reivindicações teve sua vida ceifada. Após sua morte, outros continuaram a luta por reconhecimento de suas terras e também se foram. Marcos Verón, Dorvalino Rocha, Dorival Benites, Julite Lopes, Ortiz Lopes, Oswaldo Lopes, Jenivaldo Vera, Rolindo Vera foram assassinados brutalmente por estarem defendendo os direitos de seu povo. Entre os casos, guarda-se uma semelhança estarrecedora: a impunidade total dos crimes e a contínua negação dos direitos indígenas no estado. Estamos abalados pelo atentado e desaparecimento de Nísio Gomes ocorrido no dia 18 de novembro. Nisio era a liderança (Nhanderú) de seu grupo no seu território tradicional conhecido por eles como tekohá Guayviri. Foram várias tentativas de retorno para sua área, e foram várias as expulsões violentas feitas por grupos armados da região. Porém, Nisio estava decidido. Não suportava mais viver nas condições precárias estabelecidas nas antigas Reservas criadas pelo SPI. Queria deixar as terras para o futuro de seu povo. Sabia que corria risco de morte. Mesmo assim, não recuou. Foi covardemente atacado por milícias armadas, permanecendo desaparecido até o momento. Tentaram calar sua voz, mas alimentaram ainda mais a sua luta, onde outros, em seu nome, avançam na conquista de seus direitos. O atentado contra Nísio Gomes e sua comunidade reflete ao mundo um dos piores quadros de violações de direitos humanos contra povos originários. Os índices de terras ocupadas efetivamente pelos povos indígenas de Mato Grosso do Sul maculam a medida do bom senso, com reservas superlotadas e infestadas pela falta de condições dignas de vida para seus habitantes. Os mais de 31 acampamentos de beiras de estradas só confirmam a necessidade inadiável de soluções concretas pelo Estado brasileiro. O que, infelizmente, ainda não veio. A omissão e o descaso das autoridades públicas são históricas e permanecem nos dias atuais sem previsões otimistas de uma nova postura que respeitem os direitos humanos destes povos. A agressividade em que os setores contrários aos direitos indígenas impõem seus interesses é intolerável, mas tem sido respaldada pelas omissões do Estado brasileiro. O Brasil não poderia reivindicar espaços nos órgãos internacionais, como a ONU, defendendo direitos de povos no mundo afora sem sequer ter reconhecido os direitos dos povos brasileiros. Uma contradição insustentável que deve ter atenção especial dos organismos nacionais e internacionais. Queremos firmar nosso repúdio às manifestações de preconceito e racismo constantemente registradas em Mato Grosso do Sul, que só agravam o cenário já caótico de violações de direitos humanos dos povos indígenas no estado. Tratam os indígenas como "incapazes" ou alegam que "não são índios" conforme as conveniências, visando legitimar as agressões. Os povos indígenas são protagonistas históricos de um processo de resistência que perdura por mais de 500 anos. Lutas onde as armas, foram a palavra e os Mbaracas de seus rezadores. Deste modo solicitamos às autoridades do Estado brasileiro que sejam tomadas as seguintes medidas visando soluções concretas para os conflitos na região. 1 - Seja garantida uma "força tarefa" de proteção policial aos povos indígenas de Mato Grosso do Sul contra as várias formas de violências praticadas contra a comunidade e suas lideranças. 2 - Seja concluída a investigação pelo desaparecimento de Nísio Gomes, do tekohá Guaiviry, apontando todos os criminosos envolvidos e suas respectivas prisões visando assegurar que não ocorram novas violências na região. 3 - Que sejam aprofundadas as investigações sobre o sequestro de crianças indígenas quando do desaparecimento de Nisio Gomes e a possível localização das mesmas. 4 - Que seja determinada intervenção federal na região visando concluir as investigações sobre o assassinato de lideranças indígenas e a conclusão das demarcações das terras indígenas no estado. 5 - Que sejam publicados os Relatórios de Identificação das terras do povo Kaiowá e Guarani conforme a previsão contida no TAC assinado entre o Ministério Público Federal e FUNAI. Campo Grande, MS, 25 de novembro de 2011.
  • novembro28
    Por uma política de álcool e outras drogas não segregativa e pública: carta à presidenta Dilma. Envie você também! Psicólogo, envie você também a carta à presidenta Dilma e aos ministros e ministras da Saúde, Casa Civil, Justiça, Secretaria-Geral da Presidência da República. Também receberão a mensagem a Coordenação de Saúde Mental do Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Políticas Sobre Drogas e a Secretaria Nacional de Articulação Social. O texto foi regidigo pelo Conselho Federal de Psicologia e pela Rede Internúcleos de Luta Antimanicomial (Renila). Clique aqui para enviar sua mensagem.
  • novembro28
    Confira os locais de prova do concurso de Especialista em Psicologia do Trânsito Já está disponível o local de realização das provas do VI Concurso de Provas e Títulos para concessão do Título de Especialista em Psicologia do Trânsito e seu respectivo registro. A prova será realizada dia 04/12/2011 em 13 estados. Confira nos links! Locais de prova: http://bit.ly/s9mcWs Informações gerais: http://bit.ly/s1vvSk  

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